27 de out de 2010

Quando me doeu a alma!

por Marcelo Frazão
Eu jurei que jamais um dia voltaria a fazer aquilo, porque a primeira vez que eu fiz foi uma sensação estranha, me pesava a mente ao tentar dormir, me fazia roer as unhas de tanta ansiedade para o dia passar. Sentia-me perdido e confuso, era como se eu soubesse voar agora, mas algo me preocupava muito, o medo do vício. E se eu de repente viciasse nesse negocio e não quisesse mais parar, se eu trocasse a minha vida por causa dessa droga tão viciante e ao mesmo tempo tão gostosa.

Quando fui me dar por mim já havia experimentado-a novamente, cai em tentação. Vi minha vida escorrer por entre meus dedos, perdi o foco, mudei de rumo, matei minha solidão, ele chorou e eu sorri e ele sorriu e eu chorei, sim ele, meu coração a quem eu poderia jogar toda a culpa por querer ser mais um viciado nesse tal de AMOR.

A droga que causa adrenalina, ansiedade, tristeza, alegria, solidão e companhia, eu pedi tanto pra não saber o gosto e ao mesmo tempo sinto que a vida não teria sentido se não a houvesse experimentado. Pena que às vezes escolhemos caminhos que não condizem com a realidade que queríamos apenas por conforto e facilidade, não deixe ser tomada pelo medo e perder uma das melhores sensações, a sensação de tirar os pés do chão, de iluminar mais que o sol, de desafiar o maior gigante, de voltar a ser criança, de ser como um sábio. É como se você pudesse viver duas vidas em uma só, dividir pensamentos através de um olhar e multiplicar os sentimentos através de um simples toque.

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