30 de set de 2010

Não dá pra não pensar!

por Marco Nascimento


Ainda lembro-me daquele 29 de setembro de 2007 como se ao invés de ter passado 3 anos – já se passou tudo isso, nem acredito! –, teria se passado apenas 3 dias. Apesar de ser um sábado, meu despertador tocou às 08:00 em ponto, e confesso, nunca fiquei tão feliz em acordar cedo em um sábado. O dia estava apenas começando, e ele ainda me reservaria grandes emoções.

Após ouvir o som do despertador, “Abri os olhos” e comecei meu dia. Escovei os dentes, tomei meu café da manhã e como de costume fui ler o jornal. Mas naquele sábado não consegui dar a devida atenção a ele, e com isso apenas o folheei.

Voltei ao quarto para terminar de arrumar minha mala. Sim eu iria viajar. Lá “no fundo do coração” uma mistura de sentimentos fazia com que um misto de felicidade, ansiedade e emoção transbordassem em meus olhos. Mala pronta, hora de ir para a rodoviária.

Como já havia comprado a passagem antes, era só esperar a hora do ônibus sair. Assim se fez às 10:00. A cada quilômetro rodado o meu coração fazia um “turu turu” cada vez mais rápido. Cheguei em São Paulo às 14:30.

Foram quatro horas e meia de viagem, que pareciam ter passadas em um piscar de olhos. Já na capital paulista me encontrei com minha tia, que me aguardava na rodoviária. “Seguimos (segue) em frente” para a casa dela, onde havia um delicioso almoço. Após almoçarmos fomos ao Museu do Ipiranga, mas quando chegamos lá já estava fechado, e só pudemos apreciar o seu belo jardim. Não fiquei chateado com isso, até porque só pensava no que me aconteceria logo mais a noite.

Enfim o tão esperado momento chegou. Não conseguia comer mais nada. Nem pensar em mais nada. Seguimos rumo ao Via Funchal e pouco mais das 21:00 já estava com meu ingresso – que havia comprado via internet – em mãos. Parecia uma grande “ilusão”, mas dentro de instantes iria assistir ao show Acústico MTV Sandy e Júnior. O primeiro show na capital paulista da turnê que marcava a despedida da dupla.

Juntei-me a mais milhares de fãs, e assim que entrei fui logo procurar meu lugar. Além de mim, mais 5 pessoas iriam dividir a mesa comigo. Pessoas estas que estava vendo pela primeira vez, mas que tínhamos algo em comum, um “estranho jeito de amar” duas pessoas que seriam as grandes estrelas da noite. Os irmãos Sandy e Júnior.

Até o início do show, ficamos conversando. E todos se surpreenderam quando falei que eu era de Bauru e havia viajado mais de quatro horas para estar ali, mas enfim, todos haviam feito um pouco de loucura.

Às 22:30 da noite as luzes se apagaram. Euforia total. Logo em seguida fãs notaram que Noely – mãe da dupla – e outros integrantes da família entraram no salão onde aconteceria o show. Todos queriam tirar fotos com ela, mas uma voz no alto falante anunciou: - Enquanto não estiverem todos sentados, o show não se iniciará. Após todos se acalmarem, um vídeo foi mostrado no telão. Ali os melhores momentos da dupla e os números do sucesso dos irmãos de Campinas.

Minutos depois os instrumentos começam a tocar e com uma voz doce, Sandy começa a primeira música: - Já senti teu cheiro solto no ar. O teu gosto não saiu da minha boca. Fecho os olhos e posso te tocar. A saudade está me deixando louca...

Naquele momento meu coração disparou, estava vivendo um sonho. Sonho este que se tornará real. Sandy e Júnior estavam em um momento importante da carreira, momentos finais, se despedindo dos fãs que os acompanharam por 17 anos, e eu, eu estava fazendo parte de tudo isso. A cada música uma sensação, uma alegria, uma emoção diferente. Parecia que o mundo lá fora não existia mais e só estava vivendo aquele momento único.

Ao final da apresentação, os irmãos se abraçam, em um momento de “dever cumprido” para eles e para nós fãs, mais um momento emocionante. Após pedidos de bis, Sandy e Júnior voltam ao palco, trazendo alegria aos seus fãs. Com as músicas “Cai a chuva” e “Vâmo Pulá”, os irmãos despediram-se de todos os presentes naquela noite, deixando um gostinho de quero mais e de que aquela foi a melhor e mais completa noite da minha vida.

Um momento "inesquecível".


Talvez muitos me critiquem por ter feito esta loucura toda, ainda mais quando souberem que fui viajar com apenas R$ 5,00 na carteira e não estava preparado para nenhum tipo de imprevisto. Mas, para todas estas pessoas eu digo: - Fiz e não me arrependo. Se pudesse, faria novamente.

Agora fico aqui, só esperando o anúncio do show solo de Sandy, pois com certeza irei fazer a mesma loucura novamente, mas agora para vê-la só.

Abraço!

28 de set de 2010

A arte de escrever!

por Marco Nascimento


Sempre achei que escrever era uma arte. Arte esta que não cabia a mim. Admirava e ficava curioso como palavras simples unidas com outras tantas palavras, também simples, pudessem tornar-se juntas um belo e emocionante texto.

Como estas pessoas conseguem usar as palavras corretas, encaixá-las perfeitamente? Como podem passar uma grande carga de emoção, transformando um simples papel em uma grande obra de literatura?

Não sabia de onde saiam às palavras, as ideias, os belos textos. Imaginava que este “poder” era um dom dado por Deus. Consentimento este, que poucas pessoas haviam adquirido, e eu não estava entre elas. Uma pena.

Com o passar do tempo criei o hábito da leitura – mas isso é tema para outro texto, aguarde! –, e com os mais variados livros pude viajar em um mundo de fantasia e realidade. A cada palavra lida, as cenas se formavam em minha mente e parecia que estava vivenciando o que estava escrito ali, ou ainda, o livro se transformara em filme, que estava sendo exibido em minha frente. Foi ai que tive a confirmação, isso é um dom dado por Deus.

Depois de ler muito – além dos livros também lia jornal e outras coisas mais na internet –, comecei a me “acostumar” com as palavras e ver as diferentes formas de escrever. Sim, eu acredito que há diferentes formas de escrever, ou melhor, de quem escreve.

Em minha opinião há aqueles que escrevem naturalmente – estes receberam uma grande quantidade de dom divino –, onde as palavras saem de forma simples e natural, se encaixando perfeitamente umas as outras. Há ainda aqueles que escrevem por amor, amor a profissão, que exige textos e mais textos. Neste caso as palavras podem não sair naturalmente, mas o amor é tanto que conseguem encaixar palavras corretas umas as outras.

Ainda há aquele “escritor” que faz por hobby, que muitas vezes as palavras não saem naturalmente, outras vezes sim, mas que no fim, depois de tanto buscar as melhores palavras, o texto fica até melhor do que imaginou e também causa um grande efeito nas pessoas e em si mesmo. Ainda há algumas pessoas que escrevem apenas para colocar no papel uma sensação ou sentimento do momento. Que não tem o hábito de escrever sempre, e em poucos momentos de inspiração saem textos ótimos.

Por fim, acredito que independe do tipo de escritor, se as palavras saem ou não naturalmente, o fato é que o texto realmente fica bom, quando sai do coração. Palavras podem ser só palavras, mas quando significam algo, que contenham sentimentos, tornam-se obras de arte.

Abraço!

26 de set de 2010

Sonhar não custa nada!

por Jorge Romero


Meus sonhos quando durmo são sempre os mesmos, tanto que quando sonho outra coisa alarmo para todos os cantos. Não acredito em premonição ao sonhar, apesar de ter, acho coincidência por estar preocupado.

O sonho que sempre acontece é que estou em uma festa grandiosa, em que pessoas que conheço se divertem, dançam, conversam com pessoas que nunca vi, ou depois vai aparecer na minha vida. Sim, já sonhei com um ser que se materializou na minha frente semanas depois. Acredito que sonhe isso por achar realmente que a vida é uma grande festa.

Minha mãe tem um livro de significados de sonhos, mas nunca quis saber sobre este sonho. Porque neste livreto se sonhar com cachorro, pente, dinossauro ou televisão você terá grande recompensa material e pessoal, todos mesmo, sem exceção. Têm psicólogos que conseguem descobrir os mais secretos instintos do ser humano através destes sonhos.

Tenho muitos sonhos de olhos abertos – e quem não tem? –, mas quero alcançar degrau por degrau, com a mais humildade possível e sem precisar pisar em ninguém. Meu maior sonho é sempre o mesmo, também acordado, ter saúde para conquistar cada etapa.

Em um país com grandes problemas, sonhar chega a ser contraditório, mas o bom é saber que cada passo você consegue o que se acredita. Sonhar só com bem material acho perda de tempo. Ficar feliz com o que se tem é um sonho.

Não importa seu sonho, o importante é acreditar e ter os pés no chão, para que assim, não fique só no pensamento.

Bom domingo!

24 de set de 2010

Curriculum Vitae

por Mariana Perez

Brasileira, solteira, natural de Bernardino de Campos e futura psicóloga. Adora correr pra esquecer o mundo. 100% emoção (nada de razão). Fã declarada do U2, gosta de livros, vai a festas pra dançar até o sol raiar, conversa com cachorros e gatos. Cantora profissional de chuveiro, apaixonada por Mc Donald´s, sonha acordada e chora um pouco, em praticamente todos os filmes... (pouco neste caso, pode adotar seu antônimo pra melhor entendimento). Bom, agora já chega de falar igual ao Pelé na 3º pessoa, pulamos para a 1º...

Nesse momento, meu coração está eufórico de alegria... alegria sim, propriamente dita! O convite a que me foi feito pra compartilhar aqui, todas as minhas emoções, foi feita da maneira mais informal e íntima, como só quem realmente me conhece e eu permito, poderia fazer... E a sexta-feira, nosso tão esperado dia da semana.

Eu viajo na maionese sim... ah como eu viajo!!! Quando um pensamento solto vem à mente, corro pro papel e caneta (que eu gosto mais do que computador) e coloco tudo lá... os detalhes, as pessoas, o cheiro... o som!!! Se tiver música então, pronto, já batizo como a minha trilha sonora do momento.

A minha história, esse passado que está ali atrás, e que já me perseguiu bastante, a pouco eu dei um jeito nele... estava audacioso demais, aparecendo demais, e querendo se fazer presente demais... e foi aí que o “presente” empurrou ele pra lá e disse... Êpa, pode parar, esse aqui é o meu lugar... E com a minha ajuda, o passado ficou lá, onde ele deve, e tem que ficar...

Mudar de opinião não significa falta de personalidade, mas a possibilidade de voltar atrás e resolver tudo o que ficou de pendente, pra gente ser feliz novamente. Nesse momento, eu começo aqui do zero... (quem está comigo, sabe que não foi fácil)

Quero esclarecer que como toda 1º vez, estou ansiosa... (característica que eu me esqueci de citar lá em cima) e eu prometo... (êpa, espera aí, época de eleição?? Hahahaha) ser a mais verdadeira possível nessas linhas.


Um final de semana iluminado á todos ♥

23 de set de 2010

Bola na trave!

por Marco Nascimento


Com apenas 18 anos, Neymar da Silva Santos Júnior, ou simplesmente, Neymar, é hoje um dos grandes nomes do futebol brasileiro, mostrando todo seu talento no Santos Futebol Clube, onde começou a jogar profissionalmente em março de 2009.

Os “meninos da vila” – apelido dado a Neymar e outros jovens jogadores do Santos –, trouxeram de volta a alegria jovem ao futebol, fazendo sempre uma festa na comemoração dos gols conquistados pelo time. Cada gol uma dança diferente. O entrosamento do grupo e alegria dos garotos trouxe bons resultados ao clube paulista. Só neste ano, o Santos já foi campeão do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil.

O jovem atacante conquistou muitos admiradores por seu talento, conseguindo até receber elogios de torcedores de outros times. Quando da convocação do técnico Dunga para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, o jogador ficou de fora, causando grande reprovação ao técnico por parte da grande maioria dos torcedores brasileiros.

Enfim a Copa passou, a taça não veio, e a disputa do Brasileirão foi retomada. A cada rodada a disputa pelo título de melhor clube do Brasil esquenta e até os jogadores estão de cabeça quente. Inclusive o jovem Neymar.

Com um talento brilhante, o jovem atacante logo conquistou seu espaço no clube paulista, passando a ser o cobrador oficial de pênalti do time. Porém, após perder a oportunidade de gols em três cobranças de pênaltis, em rodadas distintas, no último dia 15, quarta-feira, em uma partida contra o Atlético-GO, o técnico Dorival Júnior escalou outro jogador, para a cobrança de uma penalidade. Causando assim uma grande ira em Neymar.

Após a decisão do técnico, o jogador, ainda dentro de campo, xingou e discutiu com o comandante do time, além de discutir com outros dois jogadores do time. Edu Dracena, capitão do Santos, e Marquinhos. A confusão ainda teria continuado no vestiário.

Depois de ser muito criticado por torcedores, pela imprensa e demais profissionais do futebol, o atleta pediu desculpas publicamente ao técnico, aos jogadores e aos torcedores do Santos. Como punição, Neymar foi multado em R$ 50 mil – o equivalente a 30% do seu salário – e não foi escalado para o jogo do último domingo, 19, contra o Guarani.

Para a diretoria do clube a punição dada ao jogador estava de bom tamanho, e com isso toda a polêmica estava encerrada, mas para o técnico Dorival Júnior o atleta deveria ficar de fora também do jogo desta quarta-feira, 22, contra o Corinthians, o que desagradou à cúpula santista, gerando assim a demissão do técnico.

Se Neymar trilhou um caminho de sucesso no Santos, Dorival Júnior não ficou atrás. Em 61 jogos no clube, o técnico venceu 37, empatou 8 e perdeu 16. Com isso venceu dois títulos importantes no mesmo ano, fato que não acontecia desde 1968.

Nesta história toda, Neymar começou errando e a diretoria terminou, também errando. O ataque de “estrelismo” do jogador rendeu a demissão de um técnico e mais um capítulo triste na história do futebol. Se Dorival Júnior não respeitou a hierarquia que existe na Vila Belmiro, será que Neymar respeitou?

Como podemos baixar a cabeça a um jogador que não respeita seus companheiros e nem seu superior, e varrer para baixo do tapete algo que pode sim prejudicar o bom futebol que existe em nosso país. Reconheço que Neymar é um grande jogador, com muita habilidade e talento, porém é preciso também ter humildade e respeito, algo que a meu ver ele não teve neste momento. E o pior, que a diretoria apoiou.

Como disse um torcedor do Santos, o clube mostrou, infelizmente, que um jogador apenas é maior que o clube todo. Lamentável.


Em tempo...

A imagem que ilustra este post faz parte das piadas feitas por usuários do Twitter que desde a madrugada de ontem, quarta-fera, 22, espalham fotos, frases e mensagens sobre a polêmica envolvendo Neymar e Dorival Júnior.

Uma das principais brincadeiras é a mudança do nome do clube para “Neymar Futebol Clube”, que já teria até um novo uniforme para o jogador. Veja imagem abaixo.


Abraço!

21 de set de 2010

Estar bem...

por Marco Nascimento


Ontem me perguntaram se eu estava bem. Hesitei-me para responder e depois de um curto período pensando, de resposta só saiu um simples e singelo “sim”. O sim só saiu para que houvesse uma resposta, porque na verdade, não sabia o que responder.

Após passar por este momento de dúvida, fiquei me questionando, o que é estar bem?

Será que a resposta engloba tudo o que esta acontecendo em nossa vida, ou somente o que estamos sentindo na hora? Será que a resposta tem que ser verdadeira ou devemos dizer algo, mesmo que não seja verdade, só para convencer a pessoa de que nada está errado, e encerrar ali um assunto que talvez não queiramos comentar?

Às vezes digo que sim, porém na verdade a resposta deveria ser não. Minto, ou melhor, omito a resposta, pois alguns assuntos não gosto muito de ficar comentando, achando que isso pode me poupar de um sofrimento pelo qual não quero passar. Além de achar que as pessoas não precisam ficar ouvindo certas lamentações.

Este meu poupar as pessoas pode fazer com que eu afaste as pessoas de mim, e ao invés de não sofrer, o sofrimento pode vir maior, afinal, estou encerrando o que poderia ser uma longa e ótima conversa, e ainda guardando algo de ruim dentro de mim. Mas prossigo com a posição de não querer falar, afinal, se estou sofrendo por algo, a culpa é de quem?

Minha né!?

Explico.

Muitas vezes ficamos nos perguntando por que as coisas só dão certo com outras pessoas e conosco não. É ai que ficamos nos lamentando e deixando-nos ser derrotado por um sentimento nosso. Será que se ao invés de ter baixado a cabeça e ter ido à luta, nos não seriamos beneficiados com coisas boas também?

Ter momentos de erros e dor muitas vezes é bom, porém precisamos saber tirar destes momentos coisas boas e aprender para que não passemos mais por momentos iguais a estes. Chorar desabafa, acalma, tranquiliza, mas é a luta, a batalha, a perseverança que nos trará as coisas boas da vida.

Se não estiver bem, procure saber o porque. Chore, pense, e depois levante, faça planos, lute, siga em frente, pois se você não lutar pelos seus objetivos, não será outra pessoa que fará isso por ti.

Abraço!

19 de set de 2010

Do Mundo Não Se Leva Nada, Vamos Sorrir!

por Jorge Romero


Sou aquele tipo de pessoa que acorda muito bem. Sim, sou bem humorado, não faço tipo nem graça, é o natural. A semana particularmente teve muitas coisas engraçadas e divertidas que me fez refletir sobre o que muda com humor.

O humor ou falta deste sentimento faz você encarar o mundo de uma maneira tão mais complicada e tediosa. A sensação que tenho é que viver de cara fechada é um vício ou doença e te deixa mais pra baixo. Claro que não falo nada forçado, todos têm tristeza, angústia, desespero e aflição, mas com uma gargalhada tudo passa, por mais que seja uma tristeza profunda, vai passar.

Falta de humor é tratado como doença, a Distimia, que é uma depressão que a pessoa fica desanimada e apresenta baixa ou falta de auto-estima.

Esta semana dei para uma amiga o livro “Não leve a vida tão a sério”, é um jeito de olhar a vida menos sisuda, não é que ela seja mal-humorada, mas leva a sério demais tudo e isso não faz você relaxar.

Com certeza você está pensando “uma pessoa cheia de problemas, coisas para resolver, como vai viver rindo e cantarolando?”. Cada ser humano encara o problema a sua maneira, o que é importante para um, é desnecessário para outro, e uma das coisas para viver com bom humor é saber do que você não gosta, porque sabendo o que você não tem prazer ajuda a descobrir quais que você adora fazer, claro, coisas simples.

Então vamos ao domingo sem lembrar da segunda e nos divertir.


“O humor é necessário para vida humana” (S. Tomás de Aquino).

 

14 de set de 2010

Quero ser adulto!

por Marco Nascimento


- Quando crescer vou trabalhar e comprar um montão destes brinquedos.

Foi com a afirmação acima, feita por um garoto de apenas 05 anos, que o passado se fez presente e me fez reviver, mesmo que por pensamento, meus anos de infância. Um filme passou em minha cabeça, me fazendo pensar em tudo o que tinha feito desde a época de criança, até os dias atuais.

Lembro-me com perfeição o quanto eu gostava de ser criança, o quanto me divertia brincando com carrinhos, “construindo” estradinhas de terra, ou até fazendo minhas casas ao riscar o chão com giz. Nesta época eu já pensava no futuro, quer dizer, em qual profissão seguir. Queria ser motorista de ônibus. Mas isso era algo que não me preocupava ainda.

A minha única preocupação na época era ir à escola. Em ter que aprender o que a professora ensinava e ainda ter que fazer a lição de casa e os trabalhos a serem entregues nos próximos dias. Algo também que me divertia muito, afinal, foram tardes e tardes de reuniões com os amigos para fazer os trabalhos, onde na maioria das vezes, nem trabalho saia. Era só risada e diversão.

Que tempo bom, mas que não volta. Às vezes da uma saudade né!?

Com o passar dos anos vamos ganhando mais um número em nossa idade, e, além disso, nossos deveres e responsabilidades também aumentam. Deixamos de ser criança e passamos para a adolescência. Nesta fase tudo nos irrita, pois queremos um mundo a nossa maneira, mas é ai que começamos a ver que o mundo na verdade não é do nosso jeito e queremos logo pular esta fase.

É na adolescência que começamos a enxergar o mundo da maneira que ele é. Com a correria do dia a dia, no dever de trabalhar para ganhar dinheiro e que muitas vezes temos que “ralar” muito para conseguirmos o que queremos. Mas mesmo assim, achamos que a vida dos adultos é melhor que a nossa e por isso desejamos chegar logo a esta fase.

- Não vejo a hora de fazer 18 anos para tirar a carteira de motorista.

- Assim que arrumar um emprego irei sair de casa e vou morar sozinho.

- Quero ser adulto logo. Assim não preciso ficar dando satisfação a ninguém.

As afirmações acima com certeza já foram ditas, ou pelo menos pensadas, por quase todo jovem, que quando adolescente acha que ser adulto é algo legal. Mas é só chegar à fase adulta e ter que enfrentar todas as responsabilidades do dia a dia, que querem logo voltar a ser adolescente, ou ainda criança.

Aquele jovem que não via a hora de fazer 18 anos já não quer mais fazer aniversário, pois os anos já passaram e com ele as responsabilidades e deveres só aumentaram. Quem queria ir morar sozinho já não quer mais. Agora esta pessoa já conhece o verdadeiro valor das coisas e o quão difícil é cuidar e manter uma casa. Ainda mais quando se faz sozinho.

No final das contas, os anos passam, as responsabilidades e deveres aumentam e percebemos que o prazer da vida é aproveitar cada momento, então ficamos nos perguntando:

- Porque eu quis tanto crescer?

Abraço!

12 de set de 2010

Casamento vale a pena?

por Jorge Romero


Numa semana em que o IBGE constatou o crescimento da família após 7 anos em queda, casamento homoafetivo feminino povoou as manchetes dos jornais e o masculino será celebrado com um juiz muito “participativo”, me veio a seguinte duvida: o casamento ainda existe, vale a pena casar?

Não estou pensando nisso, mas é um tema recorrente e vejo algumas pessoas bem incrédulas e outras bem animadas com o assunto.

Particularmente não acredito em uniões estáveis como aconteciam há 20, 30 anos e sim em relacionamento que pessoas moram juntas e tem respeito uma pela outra porque sem respeito não há nada, há com prazo de validade. Sim casamento pra mim independe de papéis, igrejas e tudo mais, tendo começo meio e fim.

Não tenho trauma, meus pais são casados na igreja e no civil há 35 anos e se amam muito. Egoísmo, quem sabe? Mas conheço gente mais egocêntrica e casada. Sobre responsabilidade é mais fácil sozinho do que com a outra pessoa.

Gosto muito de festa pela comemoração em si, acho linda, mas e depois, faz o que? Depois da lua de mel vem as diferenças e aí complica. Mas não gosto nada exagerado só pensar decoração, vestido e músicos que vão tocar, acho bobagem.

Se juntar pra ter filhos até pode ser, mas casar porque está grávida é muito fora de moda.

Claro que cada um sabe o que é melhor pra si, mas acreditar até que a morte os separe ou a fidelidade acima de tudo, não vejo o ser humano na sua totalidade assim. Acredito muito na família da forma que ela for e mais ainda no amor, este sim é eterno.

Quem disse que o fim de um casamento é realmente um final, é sempre um recomeço. Mas claro tem o lado bom de dividir e ter um companheiro(a) que te entende, ajuda e alavanca, muda tudo o que comentei acima.

O amor citado sempre é o mais importante, pro mundo e principalmente no casamento.

Pretende se casar?


Bom domingo!

10 de set de 2010

Meu primeiro Amor!


Tinha apenas 11 anos quando pude conhecer pela primeira vez o que era o Amor. Apesar de ser uma criança, ou pré-adolescente, como muitos preferem, este sentimento chegou de forma arrebatadora, trazendo uma mistura de sentimentos que jamais imaginaria sentir com aquela idade.

Ela, que morava em outra cidade, vinha para Bauru somente nos finais de semana. Seus pais tinham bastante contato com uma de minhas vizinhas, a qual visitavam todos os sábados, retornando muitas vezes no domingo. Em um destes finais de semana a vi pela primeira vez. Aqueles cabelos longos voando com o vento, aquela pele morena e aquele lindo sorriso, logo me chamaram atenção. Meu coração no mesmo instante já deu sinal de que algo estaria acontecendo. Estava tendo ali, o primeiro sinal de uma grande paixão.

Logo dei um jeito de ter contato com aquela linda garota. Aproveitei que uma amiga estava conversando com eles e me aproximei, sem saber o que dizer, cumprimentei a todos, inclusive ela, e fui convidado a participar daquela roda de bate papo entre amigos. Não hesitei. Aceitei o convite. Começara ali uma amizade entre ela e eu.

Depois de dias, ou melhor, finais de semanas, apenas conversando como bons amigos, eis que chega então o grande dia. O dia do primeiro beijo.

Naquela sexta-feira atípica, onde não tínhamos aula e ela veio passar o dia aqui em Bauru, passamos a tarde toda com um grupo de amigos. Aproveitamos aquele dia de folga para viver uma tarde como crianças. Brincamos de “rio vermelho”, “pega-pega”, “paredão 123” e finalmente de “esconde-esconde”. Foi ai que finalmente, como cena de novela o beijo aconteceu.

Durante as brincadeiras sempre procurava uma forma dizer o quanto gostava dela. Confesso até que usava deste gostar para favorecê-la em alguns momentos. Meus amigos percebendo que gostávamos um do outro, mas que a timidez de ambos impedia qualquer atitude, logo traçaram um plano, do qual eu também dei palpites, para que “ocasionalmente” ficássemos sozinhos e quem sabe o beijo acontecesse. E assim foi.

Depois do plano traçado e estudado, convencemos aos demais de mudar a brincadeira. Agora seria a vez de brincar de “esconde-esconde”, para que assim pudéssemos ter a desculpa de nos afastarmos de todos. Passado três rodadas, enfim chegou a hora de executar o combinado. Não o fizemos antes para não dar muito na cara, já que queríamos algo nosso, um momento especial. Sem muita plateia.

Enquanto estávamos “escondidos”, disse mais uma vez o quanto gostava dela, abraçando-a logo em seguida. No minuto seguinte veio o tão aguardado beijo.

Neste momento o mundo parou e não queria mais que este instante acabasse. Depois disso não queríamos mais brincar, “perdemos a vontade”, e passamos o resto da tarde juntos. Nos beijando, conversando, pensando no futuro... e assim foi por vários finais de semana no decorrer de anos. Só não assumimos um namoro sério, pois seus pais não aceitavam nossa relação, devido a nossa pouca idade.

Com o passar do tempo nosso amor foi se tornando cada vez maior, porém aquela restrição de não poder namorar ainda existia, já que segundo várias pessoas nós ainda “éramos crianças” e nosso “amor” seria coisa passageira. Mas não. Não foi.

O amor que sentíamos um pelo outro era algo que todos ficavam surpresos, que todos admiravam, mas que não aceitavam devido nossa idade. Em uma das vezes esta situação ficou clara ao me questionarem qual era o real sentimento que eu tinha por ela, e ao falar o que sentia, todos ficaram boquiabertos, e logo a mãe dela se expressou:

- É, mas vão ter que esperar mais uns três anos se quiserem namorar. Vocês ainda são muito novos.

Estas palavras vieram como um balde de água fria, mas no minuto seguinte já não me importava com o que tinha escutado, pois sem pensar e controlar minha boca, uma resposta saiu automaticamente:

- Eu espero o tempo que for preciso.

Desta vez o balde de água fria havia caído na cabeça dos demais presentes e a minha frase teve que ser repetida por mim diversas vezes, até chegar ao pai dela e dizer a mesma coisa, pois acreditavam que não teria coragem de fazer isso. Mas fiz.

Mesmo após assumir e reassumir o que sentia, a regra do “vocês ainda são crianças e por isso não podem namorar” ainda era válida, mas mesmo assim começamos a nos ver com mais frequência, muitas vezes as escondidas.

Com o passar do tempo fomos crescendo e involuntariamente nos separando. Ela se mudou para mais longe e perdemos o contato. Parecia que aquele amor todo havia se acabado, mas estava enganado, ele estava apenas “dormindo”.

Certo dia acordei com uma imensa saudade, não só meus olhos, mas parecia que meu coração também derramava lágrimas. Uma dor no peito fazia com que todos os momentos que vivi ao lado da pessoa que mais amei voltasse ao meu pensamento. Que revivesse o passado. Queria ao menos vê-la, saber se estava bem, o que acontecera de sua vida nestes anos que passamos longe um do outro.

Ao final da tarde fui ao supermercado e ao virar em um dos corredores eis que tenho uma grande surpresa, vejo em minha frente a pessoa que tanto amei e que não tinha contato a muito tempo. Tudo a minha volta se desfez e a única coisa que conseguia enxergar era sua imagem.

Foi um momento maravilhoso, pude rever a pessoa na qual pensei durante todo o dia. Pude ter ao menos uma notícia dela, ao menos saber como ela estava. Após um longo abraço, conversamos um pouco, e a partir daquele momento tive a certeza que o sentimento vivenciado há tempos atrás havia ficado no passado, já que tínhamos caminhado por caminhos diferentes, e tínhamos diferentes planos para o futuro.

Foi ali, naquele fim de tarde que descobri que nem todas as histórias de amor têm um final feliz. Ela havia encontrado um novo amor. E eu, com o coração feliz por tê-la reencontrado, porém triste pelo nosso final, tive que compreender que nossa novela chegara ao fim.

Há quem diga que amamos uma única vez, uma única pessoa. Se for verdade, eu já o fiz.

Fim!

7 de set de 2010

Meu grito de Independência!

Nesta terça-feira, 07, é feriado no Brasil. O país comemora sua emancipação política de Portugal. Segundo os historiadores, foi em 07 de setembro de 1822 que as margens do riacho Ipiranga, atual cidade de São Paulo, o príncipe regente Dom Pedro declarou a independência do país, gritando: Independência ou Morte!.


A partir desta data o Brasil começou a escrever uma nova história.
 
Assim como D. Pedro, acredito que em nossa vida precisamos em alguns momentos dar nosso grito de independência e sair em buscas de novos desafios, deixando pra trás o que não está nos fazendo bem. Libertando-nos de algumas atitudes que não cabem mais com nossa maneira de pensar.

Para muitas pessoas pode ser apenas um período bobo da minha história, mas em setembro de 2007 pude dar meu grito de independência e ao mesmo tempo realizar um sonho. Decidi enfim buscar uma liberdade que não tinha.

Em casa sempre foi difícil sair para viajar sozinho, principalmente ir para outra cidade longe daqui. Eu moro em Bauru, no interior de São Paulo. Sempre era necessário ir com um outro alguém, mesmo eu já tendo mais de 18 anos. Isso porque meus pais são daquele tipo super preocupados e antes de pensar que só irão acontecer coisas boas, eles já pensam no que pode acontecer de errado.

- Ficar de madrugada na rua não é bom.

- Ir viajar para uma cidade grande desta é perigoso.

- Vai sozinho? E se acontecer alguma coisa no caminho?

Essas eram algumas das falas automaticamente ditas por eles no minuto seguinte ao falar que iria para algum lugar. Mesmo sabendo disso e que o primeiro desafio a enfrentar seria em casa, resolvi mudar e dar o grito que me libertaria para o mundo. Minha independência começou escondido de meus pais.

Depois de 17 anos juntos, Sandy e Junior resolveram se separar, e com isso a dupla que eu tanto gostava chegaria ao fim. Eu como fã dos irmãos, sempre tive o sonho de assistir a um show da dupla em uma casa de espetáculos na capital paulista. Vi que a oportunidade de realizar este desejo estava próximo do fim, já que no próximo ano eles não cantariam mais juntos. Fiquei louco.

O que fazer agora?

Como ir para São Paulo sozinho?

Com que dinheiro?

E a maior dúvida de todas: aonde fica o Via Funchal e como chego lá?

Minha cabeça pirou. Eram tantas perguntas para poucas respostas. Mas a coragem e a vontade de ir eram maiores do que tudo isso. Sendo assim, uma das coisas já estava resolvida: EU VOU!
 
Este “eu vou” foi o início do meu grito de independência. Depois vieram as próximas etapas. A primeira coisa que fiz foi comprar o ingresso para o show. Ainda sem saber como iria, comprei o tão sonhado “passaporte” para a minha liberdade. Até este momento ninguém sabia de nada ainda, mas eu estava com uma sensação de alívio, de liberdade.

No dia seguinte comentei com uma amiga:

- Mari, fiz uma loucura. Comprei o ingresso do show.

Ela fez uma cara de espanto e aquelas perguntas que eu já havia feito a mim mesmo, agra estavam de volta, mas por outra boca. Como ir para São Paulo sozinho? Com que dinheiro? Aonde fica o Via Funchal e como chegar lá? Só respondi que não tinha nenhuma destas respostas.

Depois de colocar a cabeça em ordem, comecei a me preocupar com os outros obstáculos. Verifiquei com uma tia que mora em São Paulo se poderia ficar na casa dela e com a maior cara de pau pedi pra ela verificar se a casa de show ficava muito longe da casa dela e qual, ou quais, meio de transporte teria que utilizar pra ir até lá. De resposta veio aquela que esperava: – Pode ficar aqui em casa e eu te levo de carro até lá.

Com mais uma etapa vencida, foi hora de comprar as passagens, meu cartão de crédito mais uma vez entrou em ação e pouco menos de um mês antes do show tudo já estava certo. Ingresso comprado, lugar para ficar, ida e volta para o show e passagens ok. Tudo certo. Só faltava falar em casa.

Aproveitei um momento de descontração e falei da viagem. Como em um filme, todos pararam de falar, mas o silêncio foi quebrado com aquelas mesmas perguntas que eu mesmo já havia feito a mim. Que depois foram feitas pela minha amiga. E agora pelos meus pais. Porém desta vez tinha todas as respostas, tudo pronto, e meu passo para a liberdade estava quase completo. Só faltava assistir ao show.

Enfim o dia 29 de setembro de 2007 chegou. Naquele dia iria realizar meu sonho de assistir Sandy e Junior ao vivo, em uma grande casa de espetáculo. Foi ali, no Via Funchal, que meu sonho estava sendo realizado, ao mesmo tempo em que meu coração estava triste pelo fim da dupla, porém muito feliz pela oportunidade e por estar dando o meu grito de Independência ou Morte!.

Quase três anos depois, vejo que fiz a melhor escolha e ainda sinto a liberdade conquistada naquela noite de sábado.

E você, quando dará seu grito de independência?

Abraço!