29 de fev de 2012

A cura para a alergia

por Fabi Prado


Eu sou uma pessoa que vive revoltada com tudo, mas nada me revolta mais do que matérias do tipo “Cientistas chegam cada vez mais perto da cura para a AIDS”.

Fala sério, enquanto uma porcentagem pequena da população é HIV positivo, uma grande porcentagem tem alergia. Então se a alergia acomete quase 1/5 da população mundial, porque é que ninguém tenta descobrir se há cura para a alergia ao invés de ficar correndo atrás da cura para a AIDS?

Convenhamos: basicamente a AIDS pode ser evitada. Aprende-se isso na escola e ouve-se falar disso o resto da vida incessantemente, ou seja, podemos fazer algo para não contraí-la.

Agora a alergia, essa não pode ser evitada. Geralmente herda-se a alergia, ou seja, é uma doença que não pode ser prevenida.

Porque será então que os cientistas não estudam uma maneira dos pais não transmitirem as suas alergias aos filhos ou os avós aos netos ou os tios aos sobrinhos...

Nada contra os estudos para as mais diversas curas de doenças, mas acho que o foco deveria ser mais vasto e não apenas nas doenças que matam mais rapidamente, até porque a alergia é uma doença grave que também pode matar, e que repito, acomete cerca de 20% da população mundial (muito mais do que a AIDS) e assim como a AIDS é incurável.

Tem gente que tem alergia a borracha das sandálias Havaianas; tem gente que é alérgico a camarão, ao tão inofensivo e gostoso camarão; tem gente que tem alergia a esmalte... são as mais diversas causas.

Eu que sou super alérgica a “quase” tudo, vivo no Celegin® direto e reto, rezo todos os dias para que algum cientista perdido mundo afora tenha a “luz” e tente pelo menos descobrir uma forma de isolar o gene que transmite hereditariamente a alergia para podermos um dia sonhar com um mundo com menos alérgicos.

E para mim não tem mais jeito, mas para que eu possa sonhar em ter filhos não alérgicos. Quem sabe!

Amigos, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

Ih, Falei!

28 de fev de 2012

Que seja eterno enquanto dure...

por Marco Nascimento


Mesmo que todos possam negar, o fato é que sempre estamos em busca da “tampa de nossa panela”, o nosso grande amor. Afinal, não nascemos para ser só. Para ficar só.

O ser humano é muito dependente, e mesmo que se diga que somos independentes, mentira. Sempre precisamos de um alguém. Seja para conversar, chorar ou sorrir... enfim, dividir a vida.

Talvez tentamos nos enganar, afirmando que não precisamos de um outro alguém, apenas para que possamos nos convencer que é melhor ficar só, a sofrer por amor. Mas quem não precisa de alguém para contar como foi o dia, para pedir colo quando a tristeza bate, para comemorar uma nova conquista, ou simplesmente dormir agarradinho em uma noite fria?

O amor não se resume só em estar junto, mas em entregar-se, em viver a alegria de estar com um alguém que se possa contar a qualquer momento, que se possa ligar tarde da noite apenas para dizer “te amo”, que te mande uma mensagem de bom dia ou apenas dizendo “sinto saudades”. O amor é fazer planos, fugir da rotina, é sorrir... é também brigas, ciúmes, stress, mas é o pedido de desculpas, a reconciliação.

O amor é viver cada momento como se fosse único... é amar sem ter medo de sofrer. É querer conquistar a mesma pessoa a todo o momento. É começar e terminar o dia sorrindo.

E se um dia este amor chegar ao fim, é poder olhar pra trás e dizer: “durou o tempo necessário para ser ótimo”.

E foi!

Abraços!

Ih, Falei!

24 de fev de 2012

Manual de instruções para um futuro namorado!

por Mariana Perez


Em primeiro lugar, namorado é uma palavra bem antiga, quase em desuso. Hoje em dia as pessoas têm “ficantes”, “peguetes”, mas se é mesmo um namorado que você quer ser, você terá que ser também (assim como o termo) antiquado, pelo menos no que diz respeito ao “cortejo”. As feministas podem me crucificar, mas 10 entre 10 mulheres que eu conheço gostam de ser paparicadas. Então, abuse. Abra a porta do carro. Pague a conta (não sempre, que ninguém está brincando com dinheiro nos dias atuais, mas pelo menos ofereça). Elogie-a em público. Mande e-mails durante o dia só pra mandar um beijo. Ponha o status “relacionamento sério” no Facebook. Ligue quando disser que vai ligar. Ligue quando disser que não vai ligar. Ligue várias vezes ao dia, para que ela se sinta segura, porque como sabiamente já disse Martha Medeiros: “Nenhuma mulher se sente amada o suficiente”. Então, não tenha medo de demonstrar. Demonstre, demonstre, demonstre. Se gostar, diga que gosta. Se adorar, diga que adora. Se amar, diga que ama. Mil vezes. Se ela se transformar numa pessoa convencida e passar a te esnobar, então ela é que não é a namorada certa pra você. A namorada certa nunca vai se encher dos seus carinhos, quanto mais você fizer, mais ela vai gostar e querer retribuir.

A sua namorada tem que fazer parte da sua vida. Da vida inteira, não apenas da sua vida sentimental. Então, tente incluí-la. Peça a ajuda dela. Peça conselhos. Namoradas gostam de saber que podem ser úteis para você, que podem de alguma forma, fazer a sua vida mais fácil. Se você descartá-la o tempo todo, por mais que ela se ofereça para ajudar, ela vai acabar achando que você não quer envolvê-la por não confiar na sua capacidade ou então por não querer que ela participe das outras áreas da sua vida, e isso gera insegurança.

Daí vem o próximo tópico: Transmita segurança. Claro que não quero que você minta, mas se você inclui a menina nos seus planos pro futuro, diga a ela que você a inclui nos seus planos pro futuro. Simples assim. Namoradas não são adivinhas. E quando eu digo “planos pro futuro”, não quero dizer uma aliança, filhos, cachorros... O futuro pode estar mais próximo, em um planejamento para uma viagem no Reveillón, ou em explicitar a vontade de passar junto com ela as férias de julho do próximo ano, ou no convite para que ela te acompanhe naquele casamento em outra cidade. Namoradas, e mulheres em geral, gostam de planejar. Então, dê a ela tempo para que planeje o biquíni, o vestido, a viagem, o sonho.

Presentes. Namoradas gostam de presentes. Não precisa ser nada caro, mas qualquer coisa que faça com que ela sinta que você se lembrou dela já rende um sorriso. Aquele chocolate que você viu na hora em que foi comprar cigarro. Um CD gravado com a música que você sabe que ela gosta. Coisinhas que façam com ela que perceba o quão você se importou, prestou atenção, e escutou o que ela disse. Isso faz uma diferença que você nem imagina.

Por último, importante lembrar que tudo isso funciona para mim, e que cada pessoa é de um jeito, mas uma regra é universal: geralmente, gostamos (nós todos, homens e mulheres) que nos tratem como tratamos os outros...

Um final de semana iluminado ♥

Ih, Falei!

22 de fev de 2012

O caso Eloá

por Fabi Prado


Vivemos ai na semana que passou dias de tensão absoluta. Assim como na semana em que foram a julgamento os Nardoni, acusados pela morte da menina Isabela Nardoni, cruelmente degolada* e depois arremessada do sexto andar do prédio onde o seu “pai” morava, assim como na semana do julgamento de Suzane Von “Rich... sei lá o quê” e dos irmãos Cravinhos que mataram estupidamente os pais dela, assim como no julgamento de “Pernambuco” ou se preferirem Paulo César da Silva Marques, que foi partícipe de um crime aterrorizantemente bárbaro, o assassinato a sangue frio de Felipe Caffé e Liana Friedenbach, cujo mentor/autor do crime foi um menor de 16 anos de nome Roberto Aparecido Alves Cardoso, vulgo “Champinha”, ficamos grudados na TV, no rádio, na internet a espera dos depoimentos, do desfecho e finalmente da sentença final do jovem que matou a ex-namorada, a menina Eloá Pimentel.

Pois é. Crimes bárbaros acontecem no Brasil e no mundo a todo momento. O que os diferencia é a ênfase dada pela imprensa.

Não estou aqui criticando a liberdade de expressão, tão pouco tentando justificar o injustificável, a verdade é que a imprensa faz e desfaz e em alguns casos, o poder de comoção popular que a imprensa detém é tão forte que chega a ser manipulador ao extremo. Nos crimes acima citados a imprensa foi determinante nas condenações, não resta a nenhum de nós dúvida quanto a isso. Só nos resta é questionar até que ponto isso é saudável?

A justiça de um país tem que funcionar com ou sem a ajuda da imprensa. No Brasil parece que quando a imprensa intervém a justiça funciona melhor. Só que o que deveria ser exceção, infelizmente tem tornado-se regra.

Como regra, quem dera então que TODOS os crimes bárbaros que acontecessem fossem noticiados de forma sensacionalista e incessante pela imprensa! Muito mais crimes seriam solucionados, muito mais pessoas estariam em paz com a condenação daquele que tirou a vida de quem se amava, muito mais seguros estaríamos nós, certos de que os criminosos não teriam medo da polícia e tão pouco da justiça... eles teriam medo da imprensa.

Não estou aqui pra julgar os méritos da polícia ou da justiça, mas temos que admitir que a imprensa tem sido determinante em alguns crimes e essa é a nossa realidade.

Muitos criticam a TV hoje em dia por dizerem que as programações estão cada vez mais ruins e eu não discordo desse ponto de vista. No entanto poucos se conscientizam que o papel da imprensa em um país onde a justiça e a polícia já não funcionam tão bem como deveriam tem sido de fundamental importância para ainda manter nas pessoas de bem alguma esperança de segurança e nos criminosos algum medo, ainda que mínimo, de cometer este ou aquele delito.

Voltando ao caso Eloá, há os que dizem que o “Linde... sei lá o quê” só a matou porque a imprensa noticiou e ele ficou com receio de sair como o “fracote” diante da opinião pública e por isso resolveu matar pra mostrar “que ele era o bonzão”; há os que dizem que ele já entrou lá pra matá-la e que nada mudaria isso; há os que dizem que os procedimento mal-sucedidos da Polícia Civil de São Paulo ajudaram a culminar nesse desfecho; há os que dizem que ele era apenas um namorado traído e triste em busca de uma reconciliação que acabou dando errado... Eu sinceramente não acredito em nenhuma dessas hipóteses.

Provavelmente quando vocês estiverem lendo esse texto, todos já saberemos se ele foi ou não condenado e quantos anos de pena ele pegou pelos crimes praticados e seja o quanto for, eu acho que será pouco pelo que ele fez, e pela fraqueza da nossa justiça, a pena total dele só não será MENOR porque a imprensa está amplamente empenhada em condená-lo.

Aliás, a imprensa já o condenou há muito tempo.

Amigos, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

*Ato comprovado pela perícia forense.

Ih, Falei!

21 de fev de 2012

Abraço!

por Marco Nascimento


Mais simples que abrir lata de leite condensado. Mais gostoso que brigadeiro de panela. Um abraço em qualquer hora do dia, em qualquer grau de intensidade, sempre é a melhor opção para qualquer sintoma de felicidade ou de tristeza.

Abrir os braços, e depois fechá-los com alguém entre eles, é a mais pura e gostosa sensação que há. Seja para quem está abraçando, ou para quem está sendo abraçado.

Pode ser um abraço de bom dia. Um abraço de chegada ou partida. Abraço de consolo. De irmão. De primo. Ou de namorado. Um abraço de urso. De amigo. De aniversário. Um abraço sem motivo (que muitas vezes são os melhores). Um abraço de saudade...

Se uma imagem vale mais do que mil palavras, um abraço vale mais do um dialeto todo. Por isso, abra os braços, abrace e deixe-se ser abraçado.

E pra você, muitos abraços!

Ih, Falei!

17 de fev de 2012

A linha tênue...

por Mariana Perez


Todo mundo fala que existe, acredita, uns falam que a vê, outros nem sabem o que é. E já alguns dizem que é à base das relações universais.

Ela é o que liga filhos aos pais, amigos aos outros amigos (incluindo os animais) e amores aos outros amores.

Mas se é uma linha tão “forte” de laços, porque é tão frágil, tão imperceptível aos olhos dos que não a vêem? Porque simplesmente ela é a linha da doação ao outro, do confiar ao outro...

Sinto que com o passar do tempo, a minha tem se tornado cada mais frágil, junto com a mina tolerância, que vai diminuindo.

Que as relações possam se tornar mais sólidas e maduras, ao ponto que a linha não se rompa... Que eu não deixe de acreditar no ser humano!

Um final de semana iluminado ♥

Ih, Falei!

15 de fev de 2012

We will always love you

por Fabi Prado


É com grande pesar que recebemos no último domingo a notícia de mais uma perda irreparável para o mundo da música. Whitney Houston nos deixou. Causa provável da morte: Afogamento, que pode ter ocorrido por desorientação devido ao excessivo consumo de álcool e drogas.

Infelizmente mais uma diva da música mundial perde a guerra contra o álcool e as drogas.

Quem da geração anos 90 que não se lembra do emblemático e marcante filme “O guarda-costas”, estrelado por ninguém menos que Kevin Costner, grande ícone de beleza e talento da época e por ela, a incrível, exuberante, linda e contundente Whitney Houston.

O filme foi um sucesso de público e crítica, e apesar da história “água com açúcar”, levou muitos(as) adolescentes e jovens da época as lágrimas, principalmente a última cena, onde a cantora Rachel Marron, interpretada por Whitney, que está indo pra outro local tentar recomeçar a vida após um obsessivo fã tentar a todo custo tirar-lhe a vida, pede para o avião parar, desce e ensandecidamente corre para os braços de seu guarda-costas, Frank Farmer, vivido por Costner, que tinha ido até ali para despedir-se dela, se joga em seus braços e o beija. Eu diria que é uma cena antológica que jamais será esquecida por milhões de pessoas pelo mundo afora.

Lembro-me que fui assistir a esse filme no cinema. Era um domingo à tarde. Domingo chuvoso. Fui eu e duas amigas de ônibus, éramos adolescentes, tínhamos 13, 14 anos na época. Amamos o filme. Choramos um monte, cantamos, apreciamos a beleza do Kevin e no dia seguinte, durante a aula, quem se preocupava com a aula? Só falávamos do filme...

É uma grande cantora que marcou toda uma geração. Dona de uma voz forte e afinada, Whitney viveu seus melhores anos de sucesso no final dos anos 80 e início dos anos 90. Após o apogeu, envolveu-se com drogas, álcool e sucessivamente em escândalos e assim como Amy Whinehouse, Jim Morrison, Janis Joplin e mais alguns tantos outros, teve um trágico, prematuro e lamentável fim.

Há tempos a imprensa já vinha noticiando sua degradação. Algumas pessoas de sua família também já tinham chamado a atenção para o estado deplorável que as drogas estavam deixando Whitney. No entanto, pouco foi feito. Há poucos dias noticiou-se que ela estava falida, pobre, que toda sua fortuna tinha se esvaído, boa parte provavelmente com drogas. E pensar que ela já foi uma das maiores cantoras do mundo! É deprimente, é de partir o coração.

Não adianta a mãe ou o irmão ou a cunhada ou a prima (a cantora Dionne Warwick) noticiarem. Sensacionalismo não salva vidas. Tinham que ter tentado ao menos fazer algo. Só tornar público não resolve o problema de ninguém. Agora é tarde.

A geração anos 90 jamais se esquecerá da canção “I will always love you”, magistralmente interpretada por essa diva, música que ainda hoje serve como tema-sinônimo de romantismo e entrega ao amor.

Aliás, o mundo não se esquecerá de Whitney Houston, que nos deixa um grande vazio com a sua morte. A música está mais pobre e mais uma vez derrotada pelas drogas e pelo álcool.

Amigos, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

Ih, Falei!

14 de fev de 2012

Amor Fantasiado

por Marco Nascimento


De cara pintada, peruca e uma roupa diferente. Foi assim que você se apresentou a mim, fantasiado. E claro, eu nem percebi que era você.
 
Confesso que logo no primeiro olhar algo despertou em mim, mas eu tentei desviar, tentei olhar outros olhos, seguir outro caminho, afinal, era tudo fantasia. Mas quem disse que consegui?
 
Além daqueles olhos brilhantes, seu sorriso era outro ponto que me chamava atenção. Sua voz ecoava em meus ouvidos como música, e eu, ali, achando tudo muito estranho. Tentando descobrir quem era você de verdade.
 
Ao instante que a fantasia ia caindo, sua identidade era revelada, e eu, descobrindo neste instante quem era você de verdade. Descobrindo que o Amor havia se fantasiado, e chegado pra mim.
 
Sim, era o amor, que fantasiado invadiu rapidamente meu peito, se instalou e não quer mais sair. O amor que me faz sorrir, sonhar, acreditar... o amor que me faz desejar que não seja só mais um conto de fadas, só mais uma fantasia, mas sim um bela história real.
 
Abraços!

 
Ih, Falei!

10 de fev de 2012

Como se olha dentro de si?

por Mariana Perez


Depois da psicologia, algumas pessoas e até alguns anos de vida, senti a necessidade mais que súbita de saber quem eu sou de verdade!

Os meus defeitos não faço muita questão de escondê-los, as qualidades como diz minha grande amiga de infância Juliana, “só gosta quem a conhece de verdade, com as frescuras e esquisitices, mas um coração limpo”. Ela sempre me enche os olhos quando faz essas colocações!

Às vezes tenho medo de cavucar dentro de mim, e não ter uma notícia boa... Saber que não sou o que meus pais gostariam que eu fosse, ou como diz a Fabi, alguém que a Teca terá orgulho.

Sinto que essa viagem interior esta chegando, e não há nada que eu possa impedir, a não ser ir até o fundo para confirmar todas as minhas limitações e acertos...

Que eu seja para as pessoas, o melhor que elas possam ter de mim!!!

Um final de semana iluminado ♥

Ih, Falei!

8 de fev de 2012

Sutil diferença

por Fabi Prado


Outro dia uma amiga me contou algo que me chamou a atenção. Ela contou que durante uma festa de aniversário uma pessoa lá do escritório onde ela trabalha teve uma postura no mínimo exagerada. Essa pessoa simplesmente parou na frente dos pratos de coxinha, esfirra, risólis e ficou ali inerte e simplesmente monopolizou a comida, devorando tudo o que via pela frente numa velocidade e voracidade típica de um grande e faminto carnívoro.

Olhando para aquela cena, ela disse que todos por lá ficaram horrorizados, tamanha postura descabida.

Analisei o que ela me disse e como não poderia deixar de ser, tirei algumas conclusões, que divido agora com vocês.

Pra mim particularmente essa atitude não é falta de educação. Falta de educação é você excerder-se num comportamento agressivo, também não é fome excessiva, uma vez que o almoço tinha sido a pouco mais de 1 hora do horário da festinha. Pra mim isso é pura e simples falta de classe.

A pessoa que não tem “berço”, jamais terá. A vida não ensina a pessoa a ter berço. A vida não ensina a pessoa a ter classe. Isso vem de família. Ou a pessoa tem classe ou não tem. Ainda não existe escola que ensine alguém a ter classe. Alguma noção de etiqueta até pode-se ensinar em um ou outro livro ou em algum site especializado, mas berço amigo, ou a pessoa tem ou não tem, essa é a minha opinião. Educação até se aprende na escola, classe não.

Conheço pessoas com a estrutura familiar completamente comprometida, e é o caso dessa pessoa em questão, mas que tem classe. Ter classe independe de ter educação ou de ter boa família. Educação é uma coisa, classe é outra, não são tão distintas, mas diferem em vários aspectos e andam juntas, se complementam. Conheço também pessoas que tem uma estrutura familiar intocável, que tem uma educação exemplar e não tem classe. São coisas independentes, mas que não devem existir sozinhas, pois algo ficará faltando se elas vigorarem sozinha, cada uma por si.

A pessoa que tem classe até para enfezar-se o faz com classe, até para ser grosseira a pessoa que tem classe sabe portar-se. Diferente de quem tem educação, mas não tem classe. Educação sem dúvida é fundamental, mas educação sem classe é vazia e não basta.

Ainda resumindo o fato, ela disse que todos ali do escritório ficaram calados, apenas observando. Resumiram-se a fazer uma ou outra brincadeirinha diante da cena pra ver se o tal percebia seu excesso, mas foi em vão.

Concluíram apenas que educação talvez não faça tanta falta, mas “berço” faz uma falta danada!

Amigos, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

Ih, Falei!

7 de fev de 2012

Doce Vida

por Marco Nascimento


Todos já passaram dos 60. Alguns têm diabetes, outros hipertensão, e tem aqueles que possuem os dois. O cabelo branco é outra semelhança entre eles, a não ser as que se utilizam das tintas para “esconder o inimigo das mulheres”.

Apesar de várias semelhanças, e de serem muitos, cada um tem sua experiência de vida, a sua história pra contar.

Muitos já pararam para dividir suas histórias. A dor da perda de um filho, a alegria da adoção de outro, a ajuda pelo celular, o cuidado com a irmã... são histórias tristes, porém incentivadoras, renovadoras. Histórias que fazem valer a pena, e que demonstram que o ser humano pode ser sim humano.

Tem também as histórias alegres, a divisão dos sorrisos, o aperto de mão... alguns não tem alegria somente em histórias não. Parecem ser a alegria em pessoa.

Enquanto aguardam a atividade física, dividem experiências, receitas, notícias... dividem a alegria de terem vivido uma vida de alegrias e tristezas, de erros e acertos, de choros e sorrisos.

Vê-los ali, sorrindo, animados, com força de vontade, me faz ver que a vida pode sim ser doce...

Abraços!

Ih, Falei!

3 de fev de 2012

Tarde de 31 de dezembro!

por Mariana Perez

“Quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias...”
(Caio F. Abreu)


Eu esperava menos por um fim de semana. Mas me lembro exatamente de todos os detalhes daquela tarde.

Fiquei um pouco insegura quando ele disse que a família também iria, ainda mais eu... cheia dos traumas!

Mas ele foi sutil e delicado, fez tudo de uma forma que eu nem percebi, permitindo que eu fosse quem eu sou de verdade!

Sempre me olhando do fundo dos olhos, abraçando-me com uma das mãos na minha nuca, e fazendo tudo ficar perfeito.

Todas as sensações e emoções contidas naquela tarde chuvosa... Fecha-se a porta, o cheiro e barulho da chuva, vento batendo na cortina, Elis Regina no notebook, e ele olhando...

Senti que eu era a única mulher do mundo!

Um final de semana iluminado ♥

Ih, Falei!

2 de fev de 2012

Uma palavra pode mudar tudo

por Fabi Prado


Ultimamente noto que o ser humano tem sido dotado de um orgulho desproporcional. Só não entendo o porquê disso. Ora, se viemos todos do mesmo lugar e para o mesmo lugar iremos (lugar que iremos = debaixo da terra), de onde vem tanto orgulho, tanta falta de humildade, tanto despudor?

Vejo isso em todos os lugares, em todas as situações. Tem gente que não é capaz de “fechar” sem querer o outro motorista e desculpar-se. Tem gente que pisa no pé do outro que está ao lado e finge que não fez nada. Tem gente que acusa sem saber e não tem a coragem de reconhecer e dizer que se enganou.

A verdade é uma só: como somos orgulhosos, mesquinhos, como somos pobres em espírito, como nos achamos superiores. Infelizmente nos esquecemos que o dia que morrermos, TODOS vamos “cheirar” o mesmo fétido e insuportável odor enquanto estiver a nossa carne apodrecendo a dez palmos.

Ou será que alguém pensa que vai morrer e não vai feder? Será que alguém pensa que viverá eternamente? Sem essa. A natureza se encarrega de não deixar que a vida se perpetue com o prazo de validade vencido.

O que custa desculpar-se diante de um engano? Será que é tão difícil assim sermos humildes?

É gratificante ouvir um “Desculpe-me” assim como é ainda mais gratificante oferecer um “Desculpe-me” e ver o outro sorrir, aceitando suas desculpas. É humano, é limpo, é educado, é revigorante.

Deveríamos experimentar mais o perdão.

Ainda que não haja o arrependimento pelo engano, o mínimo que deveria haver é o respeito pelo outro.

Que o ser humano tem sido a pior coisa da face da terra, eu sei e concordo, mas daí a um sentir soberba sobre o outro e não ter a delicadeza de desculpar-se diante de um equívoco, já é demais!

Haja paciência com a espécie humana!

Amigos, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

Ih, Falei!