28 de out de 2011

Nosso aniversário!

por Mariana Perez


Eu me lembro como se fosse hoje... e fazem exatamente 5 anos!

Bom, ressalta-se também o fato de que sou uma chatice em pessoa em relação á datas, e essa não poderia ser diferente!

Quando eu cheguei, como toda mudança, fiquei insegura e com medo da reprovação alheia. Um lugar novo, cheio de regras e pessoas me avaliando dos pés á cabeça. Mas o que eu não esperava é que ali estaria um dos meus maiores presentes.

Ele estava ali, bem no canto daquela sala retangular, e não me olhava muito. Sempre concentrado nas suas obrigações, e também porque haveria de olhar pra aquela “chata de nariz empinado” como sempre fui rotulada.

Mas o que nós dois não sabíamos é que nossas vidas não seriam mais as mesmas...

Um dia foi o pedido de um favor, no outro ele mesmo ofereceu ajuda, uma vez que sua rotina de trabalho terminara logo na hora do almoço, em compensação a minha era a partir desse momento que o bicho pegava. Tornamos-nos colegas de trabalho, depois estávamos tomando sorvete ou comendo algo depois das 18h00min juntos... Mas sabíamos que não iria parar por ali...

Viajamos juntos, dançamos, brincamos, rimos e choramos como se fossem duas almas gêmeas unidas pela eternidade...

E justamente isso que nos uni... A cumplicidade quando se sabe que a presença às vezes pode não estar ali, mas alma sempre está à espera de mais um dia de vida pra que se compartilhe!

Um final de semana iluminado ♥

Ih, Falei!

26 de out de 2011

Inveja boa

por Fabi Prado

Nunca pensei que algum dia na minha vida eu fosse admitir isso, mas como já diria Raulzito: “Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...”, eu não sou uma pessoa de opinião formada. Não são raras as vezes que alguém me convence que eu estou enganada e eu mudo de opinião, coisa que pra mim não é motivo de vergonha. Pelo contrário, é motivo de orgulho.

Outro dia me peguei sentindo “inveja boa” de uma amiga que vai para o Caribe em dezembro. Ah, fala sério, tem coisa melhor que em pleno verão você passar sete dias no Caribe, ao lado de quem você ama, sem maiores preocupações??? Mar transparente, lugar lindo, tranqüilidade, sombra e água fresca... Confesso que por um instante senti vontade de poder ir para o Caribe em dezembro também.

Mas quando digo inveja boa é porque a inveja é boa mesmo. Eu não a invejei no sentido de querer o que ela tem a qualquer custo. Invejei de forma carinhosa: “Poxa vida, que bacana...Como eu gostaria de um dia poder conhecer o Caribe!!!”.
E já me peguei invejando outras pessoas...

Por exemplo, percebi outro dia que eu morro de inveja do corpo da Juliana Paes. Percebi também que eu invejo muito o cabelo da Grazi Massafera... E, aliás, percebi também que tenho uma inveja boa da fortuna do Bill Gates!!! Risos

Não que a “inveja boa” seja permitida sentir, mas quem é que nunca sentiu uma “inveja boa”??? Não agourando ou maldizendo quem se sente, apenas admirando. É uma inveja que não desperta a maldade e sim serve como incentivo.

Digamos que é uma inveja motivacional.

Não quero ter pra mim o corpo da Juliana ou o cabelo da Grazi ou até mesmo a fortuna do Bill, mas admiro-os e isso me incentiva a tentar chegar perto daquilo que eles são ou tem na vida.

Isso é a inveja boa: A inveja que não faz mal nem pra quem sente e nem pra quem é a vítima. A inveja boa é propulsora. Você quer ser igual ou parecido, você usa-a como incentivo. A inveja boa serve para você se espelhar nas conquistas de outras pessoas, logo ela serve para ajudar você a lutar por seus objetivos e não para você querer ser o que o outro é ou para você querer ter o que o outro tem. A inveja boa é na verdade admiração na sua mais pura essência.

Essa é uma inveja que não fere, não derruba e não maltrata. Apenas te levanta, te dá força, coragem e determinação.

E que bom seria se todos fossem capazes de sentir apenas essa inveja...

Amigos, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

Ih, Falei!

25 de out de 2011

Morte vida!

por Marco Nascimento


Foi nesta noite de domingo, ao fechar os olhos, que um jovem rapaz de 25 anos se foi, deixando pais, irmão, amigos e muitos sonhos.

Sua morte não foi de repente. Foi aos poucos que seus pedaços foram sendo arrancados. A cada sorriso reprimido, a cada falsidade descoberta, uma parte de seu corpo se desfazia, até chegar o dia em que seu coração parou.

Seus pais só perceberam seu declínio quando a morte foi realmente constatada. Seu irmão pouco viu algo acontecer. Seus amigos até sabiam o que estava acontecendo, mas ninguém pôde conter este estágio fatal. Muitos tentaram prorrogar este tempo, estancar a dor e adiar este fato, mas tudo em vão, a morte foi mais forte, e irrevogável.

Aqueles que o amaram de verdade, sentiram sua partida, e agora o tem sempre no coração, fazendo com que ele permaneça sempre vivo para eles. Aqueles que fingiam o amar sentiram sua perda, mas hoje não sentem mais sua falta. Aqueles que não gostavam do jovem rapaz, nem perceberam sua partida.

E como um milagre, no dia seguinte, ao abrir os olhos, sua vida recomeçou. Uma nova chance foi dada ao rapaz que ainda tem sonhos a serem realizados, sentimentos a serem vividos e amor a ser distribuído.

Sua verdade foi renovada, e aqueles sentimentos que o mataram foram extintos de uma vez, e agora, reviveu com mais vontade de viver e lutar pelo que quer.

Hoje, este jovem rapaz sabe que sua felicidade depende apenas dele, mas que sozinho não há como viver. Por isso, irá sempre sorrir, buscando seu caminho, sem deixar as pessoas de bem sair de seu lado.

Abraços!

Ih, Falei!

19 de out de 2011

Generosidade: Passe adiante!

por Fabi Prado

Em homenagem ao dia dos professores que foi comemorado timidamente no último dia 15, vou transpor aqui um texto que uma professora de português da 5ª série passou para nós acentuarmos e também, é claro, um texto que serviu como aprendizado para todos aqueles jovens adolescentes, recém-saídos da infância.

Lembro-me como se fosse hoje, a lição que tirei do texto. O que ele dizia era mais ou menos assim:

“Sr. Antonio morava em um bairro da Zona Sul de São Paulo. Em seu quarteirão, como não poderia deixar de ser, todos os vizinhos eram, assim como o Sr. Antonio, bastante “endinheirados”.

 Eis que certa vez, num mês de janeiro qualquer, com todos do quarteirão viajando, ocorreu um “arrastão” (naquela época ainda não se usava esse nome pra roubos em massa) em quase todas as casas do quarteirão, certamente algo premeditado por uma esperta e ardilosa quadrilha.

Mas algo chamou a atenção da polícia e da vizinhança. A única casa que não havia sido assaltada era a do Sr. Antonio. O mais intrigante é que Sr. Antonio era tão ou mais rico que todos os demais vizinhos que tiveram suas casas dilaceradas pelos ladrões e a casa dele lá, intacta.
Sr. Antonio ficou muito ressabiado, tinha a certeza de que a mesma quadrilha voltaria e assaltaria somente a sua casa, a única casa que restou, mas ao mesmo tempo ficou indignado: Como poderia apenas ele ter sido poupado da crueldade voraz dos meliantes?

A imprensa, como não poderia deixar de ser, sensacionalista desde sempre, ao saber de tal curiosidade, foi atrás do Sr. Antonio para saber o que o fez diferente a ponto de não ter a casa devastada. Sr. Antonio em sua ingenuidade quase infantil repetiu para os tanto repórteres que ali estavam a cercá-lo: “Olha, eu também não sei por que a minha casa foi à única do quarteirão a não ser roubada e assim como vocês, eu gostaria de saber. Se alguém souber dizer-me as razões disso, por favor, diga”.

Passados alguns dias, Sr. Antonio, como fazia em todas as manhãs, foi até a sua caixa de correspondência verificar se tinha algum boleto, carta ou panfleto e lá estava um bilhete escrito em verdadeiros garranchos num papel de pão sujo e meio amassado:

‘Sr. Antonio, esse bilhete é pra dizer pro senhor porque não roubaram a sua casa e o motivo é bem simples. Aqui desse quarteirão Sr. Antonio, o senhor e a sua família são os únicos que nunca negaram a mim e aos meus filhos um prato de comida, um copo de água, um agasalho, um mantimento, uma palavra ou um pouco de atenção. O senhor e sua família sempre sorriem para mim e para meus filhos e cumprimentam a mim e a minha família com educação. Até quando pedi ao senhor que me desse uns trocados pra tomar a minha cachacinha rotineira o senhor nunca negou, apesar de me dar os trocados resmungando porque eu estava indo ‘encher a cara e isso não é bom’. O senhor, Sr. Antonio, e a sua família sempre me trataram com respeito e dignidade. O senhor, Sr. Antonio, é generoso e por conta da sua generosidade, toda a sua família aprendeu a ser generosa e pela sua generosidade, eu seria incapaz de permitir que alguém fizesse mal ao senhor ou a algum deles. Quem roubou o quarteirão é conhecido meu e eu lhe implorei pra poupar a sua residência porque o senhor é um homem bom que não merecia isso. Não quero nada em troca Sr. Antonio, apenas continue sendo generoso. Isso já basta. Assinado: Mário’.

E por isso Sr. Antonio ficou feliz, afinal pelo menos alguém além de seus filhos e esposa havia aprendido a ser generoso diante da sua generosidade”.

O real motivo da casa do Sr. Antonio ter sido poupada, de fato, ninguém nunca teve certeza.

A única e essencial certeza é que a bondade do Sr. Antonio com aquele “pedinte”, freguês de longa data, não apenas salvou a sua casa de ser assaltada como também mostrava lhe com clareza que a sua generosidade havia sido ensinada a alguém.

Generosidade: Passe adiante!

Amigos, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

Ih, Falei!

18 de out de 2011

Vovó

por Marco Nascimento


O seu olhar parado, sua imobilidade em cima da cama, só me fez questionar como uma pessoa tão enérgica pôde um dia chegar a este estágio na vida. Ainda me questiono, será que você sofre por isso?

Não consegui ficar nem 10 minutos te vendo nesta situação, mas neste pouco tempo que fiquei te observando, um filme passou por minha mente.

São pouco mais de vinte e cinco anos de convivência, onde a maior parte dele é sabendo que você acorda cedo, antes do galo cantar, e com uma disposição jamais vista, começa a limpar a casa, todo o santo dia, para ter seu cantinho arrumado.

Aos domingo, dia de descanso para muitos, está lá você, toda enérgica, preocupada com as visitas que irão chegar. Com a casa arrumada, preocupa-se agora com o que servir no almoço. Para agradar, compra refrigerante, bebida que você mesma não toma, e nem compra durante a semana, mas aos domingos, que recebe os netos e as filhas, faz o dia ser especial, por isso merece um guaraná comprado no bar do João.

Durante a semana, quando está só, fica entre suas orações. Fiel a Deus, sabe que ele nunca o abandonará, e procura sempre transmitir sua palavra de fé. Disposta a aprender a ler e escrever, pois não teve a oportunidade quando em sua fase de criança e adolescência, seu caderno e lápis são companheiros diários. As dúvidas da semana são sanadas aos finais de semanas com os netos.

Hoje, estas na cama, sem poder andar como antes, sem poder falar como antigamente, tendo que ser cuidada pelos outros. Tenho certeza que você não queria que fosse desta forma, mas talvez tenha sido assim, que Deus decidiu que você teria todo o cuidado, antes dispensado aos outros.

Sua história de vida emociona, sua força de vontade é inspiradora, sua vontade de aprender é animadora, sua atual condição de vida é de entristecer, mas você, minha vovó, terá sempre seu lugar em meu coração, e o filme de sua vida, será em minha mente, sempre aquele que você tem um sorriso no rosto.

Abraços!

Ih, Falei!

14 de out de 2011

por Mariana Perez

“E aqueles que foram vistos dançando, foram chamados de insanos por aqueles que não podiam escutar a música”
(Nietzsche)


Passei por uma fase muito interessante da minha vida, e nem faz tanto tempo assim, às vezes eu até volto aquele mundo ilusório, mas sempre acabo voltando pro real... Primeiro que as minhas costas e pernas já não têm mais a mesma força (puxa, e eu só tenho 24 anos!) e na segunda-feira tenho que ir para meu árduo “lazer” diário, logo, vai chegando um momento próximo ao fim do domingo, que todas minhas responsabilidades começam a ficarem mais reais do que nunca.

Gosto muito dessas festas onde as pessoas dançam, celebram a música sem se preocupar com a roupa que a fulana veste, ou o saldo bancário do beltrano ali a diante.

A harmonia, as cores, o som é celebrado de uma forma que só mesmo quem já foi sabe exatamente o que estou dizendo. A celebração da paz e da companhia do outro.

Darei um tempo desse mundo de loucura, sumir por uns tempos... Sumirei de novo! Não que eu não sinta falta da alegria contagiante envolvida nesse meio, e não me importando com o preconceito dos que tem à parte... Celebrem a vida... Escutem com o coração! Como diz meu preferido Nietzsche “a música é o silêncio em movimento”...!!!

Um final de semana iluminado ♥

Ih, Falei!

13 de out de 2011

Você promete?

por Marco Nascimento


Ainda não consigo utilizar das palavras pra dizer quanta falta já sinto de você.

Só meus olhos conseguem dizer, através de lágrimas, quanta falta você vai me fazer.

Vá, busque seu caminho, realize seu sonho, conheça gente nova, faça amigos, beba, divirta-se, dance, pule, cante, troque SMS, seja feliz...

Mas por favor, só me prometa duas coisas: “Não me esqueça, e um dia, volte pra mim”.

Você promete?

Abraços!

Ih, Falei!

12 de out de 2011

O adeus que eu não pude dar

por Fabi Prado


Algum dia no começo de fevereiro de 1999 eu o conheci...

Éramos estranhos. Aliás, todos ali na sala de aula éramos estranhos uns aos outros.

Primeiro dia de aula, faculdade, diferente de tudo que a maioria ali já tinha vivido. Um misto de ansiedade e medo tomava conta da gente.

Cada um que entrava se olhava, se cumprimentava timidamente, alguns arriscavam puxar um papo aqui, outro acolá...

Eis que entraram dois “japas”, irmãos por sinal, que claro, chamaram a atenção... Um deles principalmente pelo nome... Um nome próprio italianíssimo com sobrenome oriental. Acho que ninguém ali jamais tinha visto algo do tipo.

O tempo foi passando e fomos ficando amigos, formamos uma turma do fundão com meia dúzia de jovens futuros economistas e sonhadores. Ele namorou e casou com uma colega nossa de faculdade e adivinhem: Fui eu quem “arrumei” para os dois ficarem juntos pela primeira vez! Sugeri que ele fosse levá-la embora a pé, já que ela morava há poucas quadras da ITE. E no caminho, aconteceu!

E a amizade e o companheirismo só cresciam. As provas, trabalhos, as aulas, as cervejas, as aulas matadas pra ficarmos “jogando conversa fora”, os churrascos, as festas, a amizade...

Época plena que guardo com imensa saudade, uma doce e suave recordação eterna.

Na última quinta-feira, infelizmente uma notícia triste tomou conta de mim. Ao ler como de praxe, semanalmente, o obituário das Organizações Terra Branca, eis que li o seu nome... O nome italianíssimo com sobrenome oriental.

Eu não quis acreditar... Por um minuto me remeti ao primeiro dia de aula... O semblante sorridente, jovial e tranqüilo... Os papos pelos corredores da ITE, as cervejas, os churrascos, as provas e trabalhos, a espontaneidade, o otimismo, a vontade de viver...

Lembrei-me imediatamente de uma história que li certa vez sobre a morte de uma das irmãs do padre Fábio de Mello. Ela morreu de acidente e ele conta no texto que “se ele soubesse que ele nunca mais a veria, ele teria dado adeus a ela da última vez que a viu...”.

Meus olhos insistiram em chorar... Chorar um choro tão doloroso, tão indignado, tão triste que me deu até tremedeira na hora... Como ele poderia estar morto? O nosso querido amigo de convivência tão fraterna e agradável, e tão jovem! 30 anos... Meu Deus, quanta vida pela frente ainda lhe restava!

Procurei me informar sobre as causas com outros amigos da época da faculdade e encontrei ainda mais indignação pela surpresa de tamanha prematuridade em sua morte.

Fui deitar-me naquela noite com uma única certeza: Era cedo demais pra acontecer o que havia acontecido e depois de alguns instantes de revolta pura e mil questionamentos. Voltei á realidade e percebi que não devo julgar os desígnios do Pai por mais indignação que me tragam.

Meu travesseiro ficou molhado com as lágrimas, lágrimas justas, cheias de saudade e lembranças de uma pessoa que fez parte de uma época linda na minha vida e na vida de todos os meus colegas de ITE entre 1999 e 2003: A época da faculdade.

E é com lágrimas nos olhos que termino o meu texto de hoje, deixando aqui registrada a minha homenagem ao grande Dante Iwamoto, o único japonês com nome próprio italianíssimo que eu conheci na vida.

Meu grande colega de faculdade, amigo de sorriso fácil e despretensioso, fique em paz. Lamento muito a sua tão prematura ida.

Amigos, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

Ih, Falei!

11 de out de 2011

Criança

por Marco Nascimento


Difícil descrever que gostinho tem em ser criança.
Difícil descrever quão bom é o sorriso de uma criança.
Difícil descrever a delícia de receber um beijo na bochecha, dado por uma criança.
Difícil descrever a doçura do abraço de uma criança.
Difícil descrever a inteligência de uma criança.
Difícil descrever os sonhos de uma criança.
Difícil descrever a pura inocência de uma criança.

Difícil conseguir viver neste mundo, sem contato algum com alguma criança, seja filho, sobrinho, ou vizinho. Difícil não ter o gosto de receber um abraço, um beijo, um carinho inocente deste ser, ou melhor, deste anjo chamado criança.

Que as crianças sejam tratadas como crianças. Tenham direito a sorrir, a brincar, a conhecer a vida dignamente, respeitando sua idade, podendo viver cada fase de sua doce e amada infância.

Desejo que amanhã, 12 de outubro, dia das crianças, todas as crianças possam ter um motivo a mais para sorrir. Mas também desejo que este sorriso seja possível em todos os outros dias do ano.

Feliz dia das Crianças

Abraços!

Ih, Falei!

7 de out de 2011

Só isso que eu preciso...

por Mariana Perez

♪ Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não... ♫

Um final de semana iluminado ♥

Ih, Falei!

6 de out de 2011

Despedida!

por Marco Nascimento


E a dor da despedida não me faz pensar em mais nada, a não ser no fato de desejar que você volte, e me dê pelo menos mais um abraço.

Hoje fico aqui, pensando em tudo que vivi. Lembrando de seu doce sorriso. De seu sereno e sincero olhar. Do carinhoso e acolhedor abraço.

Pra mim, é momento de chorar, de sentir, de lembrar. Momento de agradecer por ter tido a oportunidade de ter você em minha vida.

Palavras ficaram sem ser ditas. Abraços interrompidos. Momentos não vividos. E agora, em meio à dor da despedida, sinto falta de tudo isso. Sinto a angústia de não poder voltar no tempo, de não poder ter pelo menos mais um minuto ao teu lado, de não ter vivido tudo o que poderíamos ter vivido.

Hoje, me despeço, com lágrimas nos olhos, com saudade no peito, com um vazio dentro de mim, mas com a certeza de que tive um anjo ao meu lado, e que agora este anjo, irá brilhar no céu.

Descanse em paz.

* Lucas, que Deus lhe dê todo o conforto necessário neste momento.

Abraços!

Ih, Falei!

5 de out de 2011

Eu sou chata

por Fabi Prado


Outro dia pensando cá com meus botões cheguei à amarga conclusão que eu sou chata. Chata demais, extremamente, insuportavelmente chata.

Exponho os motivos que me levaram a essa triste conclusão sobre a minha pessoa.

O primeiro deles: Eu raramente vejo graça em brincadeiras toscas, como as feitas pelo Pânico ou pelo CQC.

Como eu posso achar graça em ver alguém sendo exposto ao ridículo como eles fazem com as pessoas?

Aquilo pra mim não é engraçado, é vulgar, é baixo, é cretino. Prefiro o humor inteligente, bem humorado de fato. Não gosto de humor forçado.

Outro forte motivo que me leva a crer que eu sou muito chata: Eu achei a aprovação da “Lei Antifumo” no estado de São Paulo o máximo, mesmo eu sendo ex-fumante.

É bom demais você sentar em um bar ou pizzaria ou restaurante e saber que você irá comer sua pizza, seu filé ou sua porção e beber a sua cervejinha ou o seu vinho ou o seu suco sem fica inalando nicotina ao seu redor. Nem ligo se acenderem o cigarro perto de mim em outras situações, o que me incomoda é comer e beber com cheiro de cigarro ao redor. Os fumantes que me desculpem, eu não tenho absolutamente nada contra quem fuma, tenho amigos, familiares, colegas que fumam, cada um na sua, mas essa lei pra mim é uma das melhores leis de todos os tempos.

Outro motivo que contribui para a minha chatice extrema: Eu não como a gordura da carne. E além de não comer, tenho aversão. Já tentei comer algumas vezes, mas fico pensando e pensando que, enquanto estou mastigando, aquela gordurazinha gostosa com cara de inofensiva que eu estou digerindo está se alojando em alguma das minhas artérias e que em alguns anos, ela vai gritar: “Olha eu aqui te entupindo toda...”.

Ah, mais um motivo e não menos convincente sobre a minha chatice aguda: Eu sou pontual. Tem coisa mais desagradável que você marcar um horário para encontrar-se com amigos em algum barzinho para um happy-hour e você chegar meia hora atrasado? Ou um casamento marcado pras 20 horas, você inventar de chegar ás 21 horas? Eu acho muito chato. Pra mim o combinado não sai caro. Se está marcado num horário X, no horário X eu estarei lá, salvo se por motivo de força maior eu não puder cumprir, mas do contrário, eu sou britânica em relação à pontualidade.

Enfim, é por essas e outras que eu estou totalmente convencida que eu sou muito chata. Fujam de mim enquanto há tempo para não se contaminarem com a minha chatice!

Um abraço da chata “mór”, Fabiane.

Amigos, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

Ih, Falei!

4 de out de 2011

Os dês da vacina!

por Marco Nascimento


Há alguns dias atrás, depois de muito minha mãe me xingar, resolvi tomar duas vacinas que estavam atrasadas. Uma desde 2007, ou seja, pouco atrasada (risos). A outra deste ano mesmo, mas que eu deveria ter tomado em maio.

Após sair de uma entrevista de emprego, decidi passar no posto de saúde e assim ficar em dia com a minha caderneta de vacinação. Ao chegar, nada de painel eletrônico, ou maquininha para apertar algum botão e assim sair a senha. De um modo “pré-histórico”, é no pequeno papelão plastificado, com um furo no canto, que está o número de chamada. O meu era o 10.

Rodeado por crianças que iriam passar pelo médico, os minutos foram passando, aquelas crianças ficando irritada e eu ali esperando, esperando, esperando e me irritando também. As crianças resmungavam, choravam, sentava no chão, batia o pé, demonstrando assim sua irritação, e eu não podia fazer nada disso. Também irritado com a demora, eu ficava apenas ali, sentado, esperando meu número ser chamado.

Depois de quase 40 minutos e nada de meu número ser anunciado, fui até a recepção perguntar se demoraria mais, pois a minha paciência já tinha ido embora, e era isso que eu também queria fazer, ir embora.

Depois de mais alguns minutos uma voz ardida diz “vacina 10”... era a minha vez.

Entrei na sala, minha caderneta foi atualizada e “primeiro o braço direito”. Senti a agulha entrando pela carne de trás do braço. “Agora será no músculo do braço esquerdo”. Esta doeu... e como doeu...

Depois de ter adiado por meses e meses a minha ida ao posto de saúde, finalmente agora estou em dia com minhas obrigações da saúde. Mas a partir deste dia, quando se falar em vacina, logo irei associá-la a 'Demora', pela loga espera no posto, e a 'Dor', que foi o que senti por dias e dias. Os meus dois dês da vacina.

O pior é voltar pra casa, após a demora, com dor, e já tendo outro encontro marcado com os dês da vacina. Mas ainda bem que é só daqui a 10 anos.

Abraços!

Ih, Falei!