31 de out de 2010

Ciúmes de Você

por Jorge Romero


Sentimento que ninguém gosta de assumir que tem. Algumas pessoas até admitem, mas nunca como doença. Mas que no fundo no fundo todos temos, acredito que sim, o ser humano não gosta de ser esquecido e excluído e quando nós estamos do lado de fora de alguma situação, ficamos bravos, claro que nada exagerado e sim por não ser bobo por ser passado para trás, e isso pode ser considerado ciúme.

Eu mesmo não me considero ciumento, tenho minhas coisas e empresto, duas irmãs e nenhum tipo de competição. Amigos, sempre cabe mais um. Nos relacionamentos amorosos não há crise, só um em casa a gente conversa. Mas olhando profundo algumas atitudes percebo que tenho ciúmes de leve, mas admito que o fato de não aceitar que o outro possa ir para algum lugar sem eu saber, já cria um mal-estar. Claro que sou controlado e quase ninguém percebe.

Claro que o fato de ser traído é absurdo, mais absurdo para o outro que está faltando respeito com ele mesmo, mas por orgulho não aceitamos isso.

Você também é assim, até empresta algo, mas acha que vai quebrar. Fica apreensivo ou quando não te ligam você acha que fez algo de errado. Não, eu não sou assim, mas e você?

Ou liga mais de mil vezes para o namorado(a) para saber o que ele está fazendo e se ele está rindo feliz, já acha que fica melhor sem você.

Alguns até acham que exagero no ciúme possa ser inveja, mas não entraremos nesse mérito. Acredito em doença que possa ser curada de várias maneiras. Acho que a melhor é se amar em primeiro lugar, e tudo acontece independente de você e claro, fazendo o melhor possível.

Bom domingo!

29 de out de 2010

Tempo

por Mariana Perez


Tem o dia que começa, tem as aulas em fevereiro, tem o carro pra colocar alarme, tem a Teca pra levar no pet-shop, tem o aniversário da Clarinha, tem candidatos pra entrevistar, tem que aumentar o ritmo nas corridas, tem o Serra e a Dilma brigando, tem o Marco desempregado, tem a consulta ao ginecologista, tem o rastapé pra ir na quarta, tem o Benedito querendo comprar furadeira, tem o Corinthians que não assume a liderança do campeonato, tem a Nina e Branquinha querendo ração, tem a sapateira suplicando por limpeza, tem a sala nova que precisa de um “toque especial”, tem o Bono demorando pra vir ao Brasil, tem o noivado da Déborinha mês que vem, tem crianças morrendo de fome na África (ainda!), tem gente nervosa no trânsito, tem milhões de presentes pra comprar no Natal, tem a Flávia que eu sinto falta, tem o 13º salário, tem a viagem dos sonhos pra Londres, tem o Nhoque da Fortuna do Alameda, tem a Sueli com dor na perna, tem a Julia Roberts belíssima no cinema, tem a futura vaga na Duratex, tem o regime adiado, tem o frio que não se eterniza, tem a internet pra colocar no quarto, tem o livro pra terminar de ler (com outro no final da fila), tem o Tiririca virando celebridade, tem a Marcela e o Edgar felizes da vida, tem final de semana que não chega, tem que colocar água pra não fundir o motor, tem Big Mac, tem a Sandy começando turnê, tem goleiro desmaiando no tribunal, tem gente mal-educada, tem que pagar a fatura do cartão,tem o cabelo que pede socorro por uma cor só, tem gente estacionando em vaga preferencial, tem vestido pra comprar na festa branca, tem que jogar Guitar Hero com o Gabriel, tem a consulta relutante ao oftalmologista, tem que levar tortinha de limão pra minha mamãe, tem que lembrar o Gustavo que ele tem uma outra irmã, tem a crônica da sexta-feira, tem o Chicão que ainda está contundido, tem Julia que precisa ler mais, tem o presente de aniversário da Fabí, tem as unhas pra fazer, teve o Bon Jovi no Brasil, tem o curso de fotografia, tem o DJ tocando até o dia clarear, tem as amigas e chopp no sábado á tarde, tem a Vanessa vendendo Herba-Life, tem o dólar caindo, tem a TPM (socooorro!!!), tem o cappuccino com chantilly, tem Mulheres Salada de Frutas, tem a espinha pra espremer, tem o macarrão com 127 ingredientes, tem o Fiuk sendo filho da Lilia Cabral na nova novela, tem carnaval chegando, teve Kings Of Leon no Brasil (eu perdi!), tem o coração que ainda tem saudade...e tem a noite que termina!

"Ter tempo é uma questão de preferência"

Um final de semana iluminado ♥

28 de out de 2010

Nunca é tarde...

por Marco Nascimento


Neste fim de semana comecei a fazer um curso de Fotografia em um centro cultural aqui de Bauru. Logo ao chegar já tive uma surpresa, pois achava que os alunos seriam em sua maioria, ou total, composta por jovens. Eis que me deparo com pessoas de mais idade. Para falar a verdade, uma grande variedade de idades.

Por ser a primeira aula, tivemos as apresentações pessoais e uma longa, porém interessante, explicação sobre a história da fotografia e os mais conhecidos e famosos fotógrafos.

Mas o que me chamou mesmo a atenção foi a história de uma senhora de 65 anos que estava ali para aprender a fotografar. Em uma rápida conversa, ela me disse que queria muito fotografar seu neto, porém não sabia usar máquina fotográfica. Máquina esta que comprara a poucos dias.

Contando um pouco da sua vida, a senhora que não me lembro o nome, disse que cansou de depender dos outros e foi buscar seu próprio caminho. Funcionária pública aposentada, ela me contou que decidiu aprender a usar o computador. Como experimento, digitou todas suas receitas, mas disse que seu filho apagara o arquivo feito por ela. Para que não ocorresse mais este fato, ela comprou seu próprio micro e logo se inscreveu em um curso de informática.

Além de novos conhecimentos, a senhora fez mais amizades e decidiu que não ia parar por ai. O seu próximo passo foi fazer um novo curso, inscrevendo-se para o de fotografia. Seu objetivo é aprender a fotografar e tirar muitas fotos de seu neto. Tendo neste ato mais momentos carinhosos com seu pequeno, além de adquirir novas experiências e acrescentar algo novo em sua vida.

Após uma conversa com alguns amigos e relatar a história desta senhora, tive a oportunidade de conhecer mais uma história interessante, onde mais uma vez ficou a prova de que nunca é tarde para se começar algo novo. Basta ter vontade.

Dias atrás o prefeito da cidade inaugurou uma academia ao ar livre, onde a população conta com aparelhos de ginástica para que possa fazer exercícios físicos gratuitamente. Após a reforma da praça e da instalação dos aparelhos, a rotina de um casal de idosos teve uma pequena mudança. Ambos decidiram que deveriam se exercitar nos novos aparelhos.

O casal todos os dias pela manhã vai até a praça e por vários minutos fazem sua ginástica diária, para só depois se preocuparem com a vida. Ao serem questionados, ambos afirmam que a mudança na rotina foi a melhor coisa que fizeram, trazendo a eles uma nova disposição e qualidade de vida.

É, idade não significa nada, só precisamos ter força de vontade e o prazer de aprender sempre. Nunca é tarde para fazermos alguma coisa nova.

Abraço!

27 de out de 2010

Quando me doeu a alma!

por Marcelo Frazão
Eu jurei que jamais um dia voltaria a fazer aquilo, porque a primeira vez que eu fiz foi uma sensação estranha, me pesava a mente ao tentar dormir, me fazia roer as unhas de tanta ansiedade para o dia passar. Sentia-me perdido e confuso, era como se eu soubesse voar agora, mas algo me preocupava muito, o medo do vício. E se eu de repente viciasse nesse negocio e não quisesse mais parar, se eu trocasse a minha vida por causa dessa droga tão viciante e ao mesmo tempo tão gostosa.

Quando fui me dar por mim já havia experimentado-a novamente, cai em tentação. Vi minha vida escorrer por entre meus dedos, perdi o foco, mudei de rumo, matei minha solidão, ele chorou e eu sorri e ele sorriu e eu chorei, sim ele, meu coração a quem eu poderia jogar toda a culpa por querer ser mais um viciado nesse tal de AMOR.

A droga que causa adrenalina, ansiedade, tristeza, alegria, solidão e companhia, eu pedi tanto pra não saber o gosto e ao mesmo tempo sinto que a vida não teria sentido se não a houvesse experimentado. Pena que às vezes escolhemos caminhos que não condizem com a realidade que queríamos apenas por conforto e facilidade, não deixe ser tomada pelo medo e perder uma das melhores sensações, a sensação de tirar os pés do chão, de iluminar mais que o sol, de desafiar o maior gigante, de voltar a ser criança, de ser como um sábio. É como se você pudesse viver duas vidas em uma só, dividir pensamentos através de um olhar e multiplicar os sentimentos através de um simples toque.

26 de out de 2010

Só sei que...

por Marco Nascimento

“Não tem que ser assim. Tanto desencontro, mágoa e dor.
Pra que que a gente tem que se arriscar... Então volta pra mim.
Deixa o tempo curar, esse estranho jeito de amar!”
(Estranho Jeito de Amar – Sandy e Júnior)


Quando me disseram que ele era tão complicado, não consegui mensurar o quanto. Agora que estou vivendo-o, sei que o Amor não vem de brincadeira, não faz brincadeira e não sobrevive a brincadeiras.

O amor é sério, porém humorado. Ele é alegre, porém também é triste. É companhia, mas também é solidão. Pode ser sorriso, mas também lágrima. Chega como um alívio, mas pode se transformar em dor. Pode ser sol, mas também pode ser chuva. Verão ou inverno. É colorido, ou apenas preto e branco.

Ah, o amor!

Tem mil faces. Mil manias. Mil defeitos. Mil qualidades.

O que seria da vida de uma pessoa se não conhecesse este sentimento que nos trás uma mistura de sensações. Que nos faz bem. Nos enriquece. Nos faz crescer. Nos faz ver o quão belo são as flores. O quão vivo são as árvores. O quão bom é o som dos pássaros. Nos faz viajar sem sair do lugar. Nos faz fazer planos. Sentir frio na barriga.

Ah, o amor!

Na verdade, não sei se eu soube descrever o que é o amor, aliás, nem sei se isso é possível. Só sei que mesmo não sabendo explicar, sei que ele faz parte de mim. Sei que as maravilhas deste sentimento se instalaram em meu peito e não querem mais sair. Sei que estou vivendo-o e que foi você quem o trouxe para mim.

Só sei que... Amo Você!

 
Abraço!

24 de out de 2010

Não se meta!

por Jorge Romero


Hoje é um dia muito típico para isto. Família reunida e sempre vem aquela tia que começa a se meter na vida de todos que estão a sua volta, “fulano já trocou de emprego”, “menina quando será o casamento?”. Com as perguntas que por mais gentil que alguém seja ninguém gosta de responder. E a mesma que comenta de todos esquece que a sua não está lá essas coisas. Claro é mais fácil “viver” a do outro do que a nossa realidade.

Não se preocupe se a vizinha tem dois namorados, que seu patrão não tem nenhuma esposa, que sua cunhada comprou um carro zero quilômetro. Deus deu uma vida para cada um, então cada um cuida da sua. Cada um tem suas escolhas. Parece inveja. Vai ver que é mesmo.

Claro que comentários (fofocas) faz parte, talvez até para não passarmos pelas mesmas dificuldades, mas deve ser só um pouco e não espalhar para o bairro.

Dependendo da intimidade vale a pena falar, mas nunca constranger. A verdade sempre tem que ser dita, mas com amor.

Vive-se melhor quando colocamos o pé no chão e descobrimos que nossa grama é tão verdinha quanto a do vizinho. Então não se meta na vida dos outros e bom domingo!

22 de out de 2010

Eu não esqueço nada...

por Mariana Perez


Hoje, sou capaz de perceber que a memória do coração, elimina as más lembranças e enaltece as boas...

Eu teria tanto pra escrever neste momento, mas me sinto impedida, incapaz de dizer o que se passa dentro do meu coração.

Queria tanto que ele soubesse que eu poderia ter sido uma pessoa melhor, que o faria feliz, que eu ainda tenho sonhos com ele.

Mas o tempo, eu, ele, a situação nos impediu de sermos felizes para sempre, e nesse momento já tem outra pessoa fazendo planos com ele... com o meu amor!!! Somente meu...

Sei dos anos que se passaram, das brigas, das conversas, das promessas em vão...

Fica difícil pra mim, acreditar que ele se esqueceu de tudo, passou uma borracha em todas as nossas tardes de domingo, nos nossos cinemas, em todas as vezes que íamos à ponte contemplar as estrelas.

E nesse momento, a única coisa que me pergunto, é... E SE ELE SE CASAR?



“Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu fizeram-no de carne, e sangra todos os dias”
José Saramago


Um final de semana iluminado ♥

21 de out de 2010

Um novo começo...

por Marco Nascimento


Daqui dez dias minha vida vai mudar. Ah, se vai...

Não estou prevendo meu futuro, não fui a uma cartomante, ou algo do tipo, mas tenho certeza que algo novo acontecerá pra mim. Não estou dizendo que irei ficar milionário, até porque não jogo na Mega Sena, nem que meu tão sonhado emprego na televisão eu já tenha conquistado, mas é que decidi parar de adiar decisões em minha vida. Por isso irá mudar.

Crescemos em meio a sonhos e fantasias, imaginando como será nosso futuro. Em nossa caminhada até a fase adulta, fazemos milhares de planos e sonhamos em trabalhar nas mais diversas profissões. De motorista de ônibus a um grande executivo. De secretária a dona de uma grande e renomada loja de roupas. E quem nunca pensou em ser professor hein!?

Mas, a cada novo ano de vida, obtemos novos conhecimentos e vamos formando nossa personalidade, nossa mente e nossas metas. Aqueles sonhos de criança que cresceram junto a nós, hoje já não são mais os mesmo. Talvez tenha mudado o sonho, ou ainda o sonho é o mesmo, porém a intensidade é diferente.

Aquela enorme vontade de ser um grande executivo poderoso fica lá atrás e surge em nós o amor por outra profissão, a qual amaremos e nos dedicaremos mais. Pode ser também que o sonho aumente ainda mais com o tempo, e ai passamos a ver que aquele sonho de criança, na real é a nossa verdadeira profissão.

Até chegar à etapa final da realização do nosso sonho, precisamos antes passar pelas mais diversas situações, as quais farão com que tenhamos persistência na realização, ou não, do mesmo. Além de nem sempre contar com o apoio das pessoas em nossa caminhada, afinal, o sonho é nosso, e para muitos, isso pode ser apenas uma loucura.

Tantos sonhos e planos são feitos e desfeitos diariamente em nossa busca pela realização pessoal. Mas em nossa corrida pela simples felicidade muitas vezes pensamos mais nos outros, do que em nós mesmos.

Hoje tenho a certeza que minha vida irá mudar, pois decidi viver a minha felicidade, a minha vida. Pode até soar como egoísmo, mas se não for para eu ser feliz, o que eu vim fazer neste mundo?

Então, se pra você televisão pode ser chato, pra mim, não é. Se ler não é legal, eu não concordo. Se quero ouvir Sandy, Ivete Sangalo ou Pitty, e daí? É a mim que tenho que fazer feliz.

Não são as pessoas que tem que mudar, mas sim você. Vá atrás do seu sonho, da sua vontade, da sua felicidade, afinal, só você sabe o que você realmente quer e deseja, por isso, seja feliz!

Abraço!

Obs.: Não estou dizendo para que você não ame mais ninguém, que não faça o bem, pelo contrário, faça o bem sempre e seja você a sua prioridade.

20 de out de 2010

Meu primeiro passo!

por Marcelo Frazão


Tantos caminhos, vertentes a escolher...

Recorro ao passado, mas tenho medo de me perder, fugindo de mim eu só consigo me confundir ainda mais. Como diria a música “me olho no espelho e nem sei mais quem sou, porque tem que ser assim, tanto desencontro, mágoa e dor”. Já me disseram que o que eu preciso é me entregar, vou me guardar pra mim, ver a vida da janela como um filme sem fim.

Como uma cachoeira deságua num rio de ilusões, o futuro realmente não me pertence, mas é o presente que me encanta e me faz viver... Decidi fazer uma viagem por dentro do meu próprio eu. Encontrei sentimentos que pelo caminho se perderam e outros por sua vez encontraram um belo lugarzinho para viver.

Me sinto tão complicado, o mundo me fez assim, tão imperfeito e dono de mim. Me impulsionaram a viver e finalmente parei de olhar pela janela e abri a porta para finalmente ver.

19 de out de 2010

Reencontro!

por Marco Nascimento


Meu primeiro encontro com ele foi há alguns anos atrás. De forma despretensiosa, ele chegou e foi me conquistando dia a dia, tornando-se uma das coisas mais importantes da minha vida por um longo período.

Os dias que passei com ele foram os melhores, comecei a observar o mundo de uma maneira melhor, sorrir de forma mais leve e a me preocupar com que o outro pensara. Vivia dias lindos, cheios de sonhos e fantasias. Mas ele também tinha seu lado ruim.

Aprendi o que era saudade... este sentimento tão ruim e tão bom ao mesmo tempo. Vivia me perguntando: se ele era tão bom, como poderia deixar um sentimento ruim, de distância e de dor, ocupar seu lugar, mesmo que seja por alguns instantes?

Confesso que vivi dias ótimos, mas ao mesmo tempo, ruins. Porém, essenciais.

Nunca me esqueço do dia em que conheci o “Amor”, o mais nobre dos sentimentos, que trás para nossa vida uma mistura de sentimentos. Que faz com que nosso mundo fique mais colorido, mais alegre, mais divertido.

O amor nos trás amizade, verdade, sinceridade, dedicação, mas ao mesmo tempo tem a insegurança, a saudade, o medo, ou até mesmo o egoísmo. É, o Amor tem suas qualidades e defeitos, mas também nos trás momentos inesquecíveis e um aprendizado maravilhoso.

O Amor muda, cresce, se desenvolve, se fortalece. Ah, o Amor!!!

Eu que pensara que depois do longo encontro que tivemos, ele nunca me abandonaria, mas pelo contrário, me abandou, me deixou para trás. Foi sem ao menos dizer tchau. Pensei então que nunca mais voltaria. Mas não, ele só havia ido visitar outras pessoas, viver em outros lares, em outros corações.

Depois de esperar por um período, e confesso, sentir sua falta, eis que sem aviso prévio, o Amor volta com toda força para a minha vida. Hoje o vejo com mais clareza e bondade, além de perceber que o tempo que ele passou longe de mim, só fez bem para nós dois.

Tanto ele, o amor, quanto eu, estamos mais maduros, mais crescidos e mais responsáveis. A distância que havia se instalado entre nós ficou para o passado e o nosso reencontro não poderia ser melhor. É, hoje tenho novamente a certeza que ele é o mais nobre sentimento e que não dá para viver por muito tempo sem ele, o Amor.

Por isso, Ame!

Abraço!

17 de out de 2010

Tropa de Elite: triste realidade!

por Jorge Romero


No domingo passado milhares de pessoas, contando comigo, foram ao cinema acompanhar a estreia de um blockbuster. Filas quilométricas, comentários de todo tipo na fila, cartazes enormes avisando que os ingressos para aquele dia estavam esgotados e tudo que um arrasa-quarteirão "hollywoodiano" tem direito, mas o melhor, o filme é brasileiro. Sim, era a continuação das aventuras do capitão Nascimento e sua “Tropa de Elite 2”, que desta vez não "vazou" e foi exclusivo nos cinemas. Apesar de alguns camelôs no centro do Rio venderem.

Todos já conhecem a história do 1º filme, um policial que tenta combater o tráfico. Agora o filme, com mais conteúdo, conta com o Nascimento em outro cargo e outros inimigos. Como ficção, ótimo roteiro e elenco de primeira. O que é Wagner Moura impecável.

O chocante de tudo é que o diretor avisa no início do filme, que por mais que pareça realidade, a obra é uma ficção sim. O longa é, mas a triste história não. Infelizmente tudo no Rio de Janeiro gera violência de todos os lados. Bandido, polícia, traficante, milícia e governo.

Tenho amigos que acham que a cidade maravilhosa chegou ao fundo do poço. Não sou tão pessimista, mas com este governo o fundo está bem próximo. Claro que é uma triste realidade do país. Sair de casa é uma preocupação, e com filhos então?

O policiamento está precário, sem armamento, e com baixos salários.

O longa ainda retrata uma coisa pior, que são os nossos governantes que além de não ligar para a população, ainda piora roubando nosso dinheiro e provocando guerras para se elegerem, prometendo tudo. E o povo ainda vota nesses...

Bem que o capitão Nascimento podia bater no rosto desses indivíduos e pedir para saírem. E o melhor, eles aceitarem.

Bom domingo.

15 de out de 2010

A ruína é o caminho para a transformação!

por Mariana Perez


Assistindo ao novo filme da belíssima atriz Julia Roberts, COMER REZAR AMAR, pude perceber o quanto nós, meros mortais, vivemos anos a fio, acomodados a uma vida infeliz, sem ter forças (ou coragem) pra tirar os pés do chão, virar o jogo e inventar uma nova história.

O medo que nos ronda, que é seguido pela mudança, e muito maior que a vontade de viver algo novo, de viver a vida “pelos outros”, esquecendo assim suas vontades, e perdendo a tão desejada tal identidade. Somos projetos de uma sociedade que cria estereótipos de nascer, trabalhar, casar, ter filhos e morrer... acredito que essa possa até ser a mais saudável das vidas escolhidas, mas e o que eu quero? E as viagens que quero fazer antes de partir desse mundo, e o meu trabalho satisfatório, e as pessoas que quero ainda conhecer?

E os meus sonhos?

Como toda mudança, que requer renúncia, pare um instante pra se pensar o que nos faz feliz, se o que realmente estamos fazendo se vale à pena. Não esperamos nos outros que essa mudança aconteça, a mudança está em nós.

E isso pode ser feito sim do dia para a noite.

O emprego não é dos melhores? Mude ou o transforme!

O grande amor desapareceu e te deixou marcas? Elas passam!

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.

A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo...



“Insanidade é fazer todos os dias a mesma coisa, e esperar resultados diferentes” (Nietzsche)


Um final de semana iluminado ♥

14 de out de 2010

Pensamentos vazios!

por Marco Nascimento


Estou em casa hoje, pleno domingo – sim, domingo. Este texto foi escrito em 10/10/10 –, sem saber como agir, só pensando. Penso nos últimos acontecimentos. Nas últimas escolhas e decisões. Penso nas pessoas. Penso no passado. Penso no futuro. Penso no bem e no mal. Penso em você.

Meus pensamentos vêm e vão a todo o momento, mas mesmo assim, acabo não pensando em nada. Confuso isso né!?

Eu cresci, deixei de ser criança, e por isso preciso tomar as decisões de minha vida. Sei que tenho o direito de errar e acertar. Sei que posso fazer isso sem me preocupar com os outros, com o que vão falar, afinal, se alguém sair prejudicado nesta história, este alguém será eu mesmo.

Dias atrás tinha planos. Queria tirar férias. Viajar vinte ou trinta dias. No meu roteiro havia programado passar alguns dias em Ribeirão Preto, depois mais uns dias em Curitiba e quem sabe outros no Rio de Janeiro. Meu trajeto estava quase definido. Já começara ver transporte, valores e lugares para ficar. Mas como tudo muda o tempo todo, meus planos se foram, não porque desisti, mas porque minha vida tomou outro rumo, ou melhor, eu dei outro rumo a ela.

Acredito que tudo tem seu tempo, por isso cada coisa acontece em seu devido momento. Minha viagem para Ribeirão Preto deverá ser adiada mais uma vez. As baladas que tinha programado lá, deverão ficar para uma próxima oportunidade. O Rio de Janeiro continua lindo, mas não será desta vez que irei conhecer a cidade maravilhosa. Curitiba é a única que segue em meus planos, só os passeios na cidade que foram alterados.

Não sei por que escrevo tudo isso, nem onde quero chegar. Hoje, com meus pensamentos vazios, só sei que a vida é curta, as oportunidades são muitas e o que vale a pena em tudo isso é sonhar, fazer planos – mesmo que eles mudem com frequência – e ser feliz.

Abraço!

12 de out de 2010

Doses homeopáticas!

por Marco Nascimento

Criado por Christian Friedrich Samuel Hahnemann, o termo Homeopatia designa uma terapia alternativa que se baseia no princípio de que "os semelhantes curam-se pelos semelhantes" - similia similibus curantur. O tratamento homeopático consiste em fornecer doses extremamente pequenas a um paciente. Desse modo, o sistema de cura natural da pessoa seria estimulado a estabelecer uma reação de restauração da saúde por suas próprias forças, de dentro para fora.

Assim como na homeopatia, muitas coisas em nossa vida são feitas em doses homeopáticas, não utilizando remédio, mas buscando um grande resultado final, porém utilizando-se de calma e sabedoria, para que a satisfação seja plena, sem causar grandes danos. Podemos citar como exemplo o início de um relacionamento.

Quando nos interessamos por alguém, logo procuramos meios de descobrir mais sobre aquela pessoa, mas ao invés de chegarmos nela e de cara soltar um: – Oi, meu nome é tal, gostei de você e quero saber mais de ti., vamos com calma e procuramos conhecer o “terreno” onde estamos pisando e chegar de formar calma e serena. Em pequenas “doses”, vamos conquistando a pessoa e descobrindo cada vez mais sobre ela. E as descobertas não param, pois só conhecemos as pessoas, convivendo com elas, ou seja, em doses.

Mas não é só em um relacionamento que isso acontece. Para acabar com um medo, se adequar a uma nova rotina, no convívio com as pessoas, enfim, a “doses homeopáticas” podem e devem muitas vezes serem usadas em diversos momentos de nossa vida.

Confesso que não tinha um bom relacionamento com animais, para falar a verdade, quase nenhum, ainda mais com gatos. Cachorros eu até gostava, mas que eu ficasse em um canto e eles em outro. A única que chegava perto de mim era a minha querida Babalu, a poodle que ganhei quando ainda criança e que vivera por muitos anos em minha casa.

“Sem sentimentos”, era esta a definição dada por uma amiga a mim. Ela dizia isso porque eu não ligava para seus gatos e nem para sua cachorra, a Teca. Sempre que ia a casa dela queria que os animais ficassem a uma distância considerável, mas eles, como eram tratados como filhos por todos da casa, sempre estavam por perto.

Depois de muito ir a sua casa e passar por um “tratamento” piscológico, comecei a me acostumar com os animais. Ela sempre me dizia: – Você precisa mudar isso. Quebrar este paradigma. Mas vamos em doses homeopáticas. Após concluir a frase, sempre me falava sobre eles, o quão bons eram e faziam o bem.

- Nossa, quanta mudança!, foi esta a reação que ela teve quando em um dia cheguei a sua casa e falei: - Oi Teca! Oi Nina!, cumprimentando assim a cachorra e a gata. As doses tinham dado resultado. Com o tempo, e muita calma, chegamos a um final feliz.

Ainda hoje não sou o melhor amigo dos animais, mas confesso que já até converso com eles. Além deste tratamento homeopático que me submeti mudando minha forma de agir com os bichos, comecei a mudar outros hábitos em minha vida também, sempre usando este mesmo tipo tratamento. Ah, não fui a médico nenhum. A mudança ocorreu graças a minha vontade, além das “aulas” de psicologia dadas por minha amiga.

Creio que uma mudança para melhor é sempre válida em nossa vida, mas sei também o quão difícil é se acostumar com o novo, com a novidade. Então, que tal fazer estas mudanças em doses homeopáticas?

Experimente. Vai ser melhor para você mesmo.

Abraço!

10 de out de 2010

Respeite a Inocência

por Jorge Romero


Existe algo mais espontâneo, curioso, divertido e fofo do que uma criança? Tenho certeza que não.

Quando recebo um sorriso de um bebê ou ‘bigado’ de uma criança de 04 anos, meu coração se enche de alegria. Com outras coisas também tenho esta sensação, mas minha ligação com os pequenos é imediata e a brincadeira rola solta. Com o olhar sem malícia e empolgado com tudo na vida, resolvi fazer esse texto.

Quando menor queria crescer, todos querem para tomar atitudes na própria vida (queria acreditar nisso hoje), cresci e não me arrependi, mas é uma época única.

Ultimamente tenho visto um descrédito com os seres abaixo de 10 anos. Acham que só porque dão banho, comida e estudo já está de bom tamanho. Sim, é o básico, mas o sonho do dia a dia e a ilusão que nos faz melhor com o mundo tão cruel por ele só.

Claro que tem coisas muito piores, como exploração, abusos, maus-tratos e por aí vai. E muitos acontecem com pessoas da própria família. Estes indivíduos não têm nem definição como maltratar indefensos que são o futuro, sem demagogia, só ajudando uma criança se faz um futuro melhor para todos.

Dia 12 de outubro dia das crianças não é só presente, é atenção, carinho, abraço, passeio, cultura e o principal, amor. Então bom domingo e feliz dia das crianças para todas as nossas crianças que continuam em nosso imaginário.

8 de out de 2010

Enzo

por Mariana Perez

Ah Enzo, como eu gostaria de ter o conhecido...

As delicadezas, os gestos, os pensamentos... só você mesmo, um cachorro com alma humana, pra entender o que se passa dentro desse mundo tão imprevisível e incrédulo dos humanos. Aprendi com você a lealdade, o respeito, a empatia. Você me permitiu entrar nesse universo cheio de mistérios, medos e erros que é o nosso.

Que saudades das suas brincadeiras, das histórias, de todas as vezes que você “participava” das corridas, da forma como as descrevia, e quando assistia aos documentários do National. Todo seu zelo por Zoe, quando brincava com ela no quintal cheio de folhas, e rolavam na grama rindo.

O medo da Zebra de pelúcia, aquela demônia que o amedrontava tanto.

Eu me lembro quando foi apresentado ao Denny, já sabia que a sua vida e a dele não seriam mais as mesmas, e que dali em diante, era seu papel cuidar e honrar aquela família que o amava tanto, que confiava tanto em você.

Você se tornou sim, parte integrante daquela família. Participava dos jantares, das comemorações, das tristezas, das decisões e da vida de Denny. Você foi o melhor amigo, o melhor companheiro que alguém poderia desejar. Pela presença ao lado da mesa da cozinha, o focinho gelado encostado no braço de Denny, toda vez que ele precisava de apoio.

Aprendeu como ninguém a pilotar na chuva, e observar que nem sempre a velocidade é a melhor estratégia.

O seu amor fez com que se abrissem mentes, e se acreditasse em horizontes diferentes, através das mudanças. Mudança essa que faz hoje, parte da minha vida...

Eu o considero pronto para a vida humana.

Um final de semana iluminado ♥

7 de out de 2010

O dia em que a conheci!

por Marco Nascimento


Se eu soubesse que era tão bom, eu juro, eu teria a experimentado antes. Mas como tudo na vida tem seu tempo certo, só a conheci muitos anos depois de eu nascer. Mas confesso, hoje não vivo sem ela.

Em um sábado a tarde estava no shopping resolvendo alguns assuntos pessoais, ao passar em frente ao cinema vi a relação de filmes que estavam em exibição e decidi entrar para ver “O Caçador de Pipas”. Como já tinha ouvindo falar muito bem deste filme, e sabia que era uma história interessante, resolvi assisti-lo.

Foi a melhor coisa que fiz.

Ao fim da sessão, meus olhos mareados com a emocionante trajetória de Amir e Hassan, fiquei com uma enorme vontade de me aprofundar ainda mais na obra de Khaled Hosseini, e conhecer com detalhes a história que acabara de conhecer.

Ao sair do cinema liguei para uma amiga, Mariana Perez – sim, a mesma que escreve toda sexta-feira aqui no blog –, pois sabia que ela tinha o livro que leva o mesmo nome do filme, a qual o mesmo foi baseado. Após conversarmos sobre o filme e cada um contar o que sentira ao assisti-lo – ela havia visto dias antes –, disse que agora estava com vontade de ler o livro e conhecer com detalhes o que havia assistido. Foi ai que pedi o livro emprestado.

Poucos dias depois já estava com o livro em casa, e foi ai que a conheci, a Leitura, começando naquele dia uma grande história de amor. Entre fantasia e realidade, pude ver o quanto eu perdi por deixá-la de lado por anos e não ter a conhecido antes.

Durante muitos anos não me dedicava e não me esforçava para ler um livro se quer, nem os da escola. Comprar então era algo que nem passava por minha cabeça. Mas depois de ler cada página, do começo ao fim, e a cada capítulo viver uma emoção diferente, percebi o quanto é importante e gostoso ler. É algo que contagia, emociona e vicia. Mas um vício do bem.

É, demorei a conhecê-la, mas depois que conheci a leitura, não quero mais me separar.

Leia também. Faz bem.

Abraço!

5 de out de 2010

Garçom, por favor, sirva educação!

por Marco Nascimento


É impressionante como as pessoas estão cada vez mais individualistas, para não dizer egoístas. Mas, em muitos casos, estes momentos de individualismo, ou egoísmo, passa a ser na verdade falta de educação.

Não é difícil vermos no dia a dia cenas de individualidade das pessoas, onde aquela velha máxima de “minha liberdade termina quando começa a do outro”, podendo trocar liberdade por “espaço”, não se enquadra mais.

Não precisamos procurar muito para acharmos motoristas que param em local proibido ou no meio do trânsito só para atender uma necessidade básica sua, atrapalhando assim os demais. Neste momento o motorista nem se preocupa com o mundo ao seu redor; se perguntado o porquê fez isso, responde que era coisa rápida e que nem atrapalhou muito.

Mas não é só no trânsito que podemos perceber estes momentos. Infelizmente isso já faz parte dos mais variados momentos de nossa vida, acontecendo em transportes públicos, supermercados, no ambiente de trabalho e principalmente na rua.

Jogar um papel no chão é um momento de total individualidade, pois só porque aquele papel não te serve mais, você o descarta em qualquer lugar, sem menos pensar que aquele ato estaria sujando um ambiente que é de todos. Inclusive seu. Um momento individual e de falta de educação.

Dias atrás decidi ir a uma boate e me divertir um pouco. Queria dançar a noite toda, beber um pouco com os amigos e dar boas risadas, mas para a minha decepção, foi nesta mesma noite de diversão que pude comprovar o quão egoísta está o ser humano. Passando, como já disse, muitas vezes a ser mal educado.

O lugar estava lotado, e com isso tínhamos que “disputar” o lugar em que queríamos ficar. Nesta procura por um bom lugar, muitas pessoas deixaram a educação de lado e ao invés de pedir licença, ou agradecer com um simples – Obrigado!¬, acharam melhor passar, sem falar nada, apenas empurrando quem estivesse a sua frente. Como um trator, abriam espaço e ali se instalavam, mas se o lugar ainda não estivesse bom, o trator mais uma vez era ativado.

Após empurrões e muita pisada no pé, minha noite chegou ao fim com muita diversão, mas também com a decepção de ver que a individualidade e a má educação estão ocupando um espaço cada vez maior na vida das pessoas.

Pena que os garçons não tinham um drink ou um petisco que trouxesse educação aquelas pessoas, afinal, educação é algo que dinheiro nenhum compra, e que não é vendido em garrafas ou latinhas. Educação é um atributo básico na vida de qualquer pessoa.

Que sejamos mais educados.

Abraço!

3 de out de 2010

Eleição pós Lula

por Jorge Romero


Hoje é dia de eleição. Li o texto do Marco Nascimento – abaixo - e fiz questão de dar minha opinião sobre cada candidato a presidência. Desde as diretas já, este ano considero o mais fraco para escolher os candidatos, além de parecer os mesmos, não apresentam carisma suficiente para conquistar o mínimo da simpatia.

Tirando o Plínio Arruda que está mais para o humorístico “Pânico na TV” e os que não apresentam nem 1% nas pesquisas, os outros três candidatos estão envolvidos em escândalos sim, ou são ministras do atual governo ou do passado.

Criticar é difícil para os dois “principais” candidatos, pois um fala do outro mas os “chefes” de ambos ficaram 8 anos no poder.

Uma leva vantagem, pois seu cabo eleitoral tem carisma suficiente para ganhar mais três eleições. Inabalável, Lula termina seu ciclo como o representante do povo, pelo menos é o que acredita a sua maioria. O outro sofre por ser mal-humorado e da direita (leia-se governo FHC). Tem gente que ainda comenta de direita e esquerda isso nem existe mais. E a terceira ainda não está passando confiança suficiente para comandar um país, por isso acredito que treinará muitas eleições para vencer.

Acho essas pesquisas uma furada, primeiro porque nunca fui entrevistado por tal instituto, e pior, não conheço ninguém que foi. Tá bom, vai aparecer uma e dizer que foi, tudo bem, mas não pode representar um território continental e segundo, tem pessoas que levam tão a sério que mudam seu voto. Sim, comentam que não votam no candidato X, pois não vai ganhar com este pensamento não ganha mesmo.

Em locais públicos, percebo que o povo se manifesta favorável a candidatos menos conceituados. Não frequento todos os lugares, mas tenho esta impressão.

Então vote certo. Não serei aqueles jornalistas ou celebridades que pedem para você votar com consciência e não jogar na privada seu voto, mas não fala o nome do candidato certo que vai mudar o mundo, porque nem seria verdade, pois é difícil escolher entre tantos ruins, mas todos nós podemos fazer a diferença escolhendo o menos pior e melhor, usando a sua cabeça e a sua verdade.

Boa eleição e bom domingo!

2 de out de 2010

Você decide!

por Marco Nascimento


Mesmo antes de nascermos, muitas decisões já são tomadas sobre nossa vida, porém como não temos conhecimento, ou livre arbítrio, as decisões são tomadas por outras pessoas. Mas com o passar do tempo, as decisões podem e devem ser feitas por nós mesmos.

Quando ainda estamos na barriga de nossa mãe – ou até mesmo antes disso acontecer – as pessoas já decidem qual será nosso nome. Quando nascemos ainda decidem quais roupas usaremos, em quais escolas estudaremos, qual será nosso time de futebol favorito e ainda qual música deveremos ouvir.

A cada ano de vida começamos a dar palpites sobre o que queremos, mudando muitas vezes algumas decisões tomadas no passado, mesmo assim, muitas vezes as decisões ainda são feitas por outras pessoas, pois “não temos idade para decidir ainda”.

Quando ainda criança, podemos começar a decidir qual roupa usar, qual tênis colocar, mas nem pense em reclamar da escola ou do professor, afinal a decisão ainda será de seus pais. Na adolescência isso não muda muito, mas agora mais do que nunca somos nós mesmos que escolhemos roupas e sapatos, além de poder decidir se quer ou não ir a algum lugar, dentre outras coisas. Mas as “principais” decisões ainda são tomadas por outras pessoas.

Quando fazemos 18 anos, a tal idade da maioridade, as decisões passam a ser exclusivamente nossas. Pelo menos é assim que deveria ser, afinal, estamos falando do nosso próprio futuro. É geralmente nesta idade que decidimos qual profissão seguir, então nada mais do que normal a própria pessoa decidir.

O certo é que nossa vida é feita de fases, e por isso temos as fases que são os outros que decidem por nós, e depois a fase que nós passamos a tomar as decisões. Quando ainda somos crianças ou adolescentes, não conhecemos muitas coisas, por isso nossos pais devem e podem decidir por nós, mas quando crescemos e nos tornamos adultos, nossas responsabilidades aumentam, por isso é hora de tomarmos nossas próprias decisões, para que no futuro possamos decidir por alguém, nossos filhos. Afinal, é errando que se aprende.

Mas antes de tomar alguma decisão, sempre é bom pensarmos nas consequências, pois podemos escolher algo errado, porém consertar rapidamente, mas decisões erradas podem também ser irremediáveis.

Amanhã, 03 de outubro, o Brasil escolhe quem será seu próximo presidente, além de decidir quem irá fazer parte de outros cargos públicos – governador, senador, deputado estadual e federal. Chegou mais uma vez uma fase de decisão.

Lembre-se, muitas vezes decidiram por você e depois você viu que não foi a melhor escolha, então pense bem, analise os candidatos e faça a sua escolha, tome a sua decisão. Não desperdice seu voto e nem vote por ele ser bonito ou feio, famoso ou anônimo. Vote pela responsabilidade, pelo trabalho, pela sinceridade. Sei que pode ser difícil, mas qualquer decisão errada, a coisa pode piorar sim.

Neste domingo de eleições, a decisão é sua. Você decide se quer lutar por um país melhor, ou se quer mais uma vez ficar de braços cruzados e ver os outros decidindo por você.

Vota Brasil, mas vote com consciência. Afinal, este país é nosso e é nele que você vive.

Abraço!

1 de out de 2010

Ex

por Mariana Perez



Quem o inventou?? Quem mandou sair de onde não tem que sair?? Daquele lugar lá atrás, que às vezes nós nem deixamos tão longe assim. Que atende pelo nome de passado.

Eu sei que um dia isso iria acontecer. Que cedo ou tarde as nossas vidas (nesse momento só a dele) iriam tomar rumos diferentes. Iríamos nos apaixonar de novo por outras pessoas, não poderíamos mais ir juntos ao cinema e nem trocar presente no dia dos namorados... e já faz algum tempo em que não participamos dessas situações (juntos), mas hoje eu percebi que isso já não é mais nosso, que não nos pertence mais, e que se perdeu, se foi para algum tempo que provavelmente não voltará mais.

Essa dorzinha – oh dorzinha chata! –, que atende pelo nome de “dor de cotovelo” está me corroendo, e estou ficando até com a garganta seca, e com os dedos duros...

Eu já tinha feito tantos planos de novo... viagens, passeios, jantares, pensamentos compartilhados, todos esses... achando que estávamos dando só um tempo para nós dois, e que quando voltássemos tudo seria diferente. Eu não teria mais tantas crises de TPM, ele já teria se curado das doenças psicológicas, e assim poderíamos seguir como um casal normal, com planos, altos, baixos, acertos... eternidade!!!

Mas não foi assim... ele não sentiu tudo isso.

Ele não desejou da mesma forma que eu, e por esse motivo ele SE PERMITIU a tentar novo, a querer estar com outra pessoa, a querer outra pessoa pra dividir a pipoca no cinema, dar uma colherada de chantily do Milk-Shake, a mostrar os vídeos engraçados que acha na internet... passar em casa pra pegar e levar para passear.

Realmente ele quis tudo isso... exatamente desta forma, como está sendo agora. Talvez até eu quis tudo isso junto e não percebi...

Que o melhor aconteça pra nós dois! (...)


Um final de semana iluminado á todos ♥