4 de out de 2011

Os dês da vacina!

por Marco Nascimento


Há alguns dias atrás, depois de muito minha mãe me xingar, resolvi tomar duas vacinas que estavam atrasadas. Uma desde 2007, ou seja, pouco atrasada (risos). A outra deste ano mesmo, mas que eu deveria ter tomado em maio.

Após sair de uma entrevista de emprego, decidi passar no posto de saúde e assim ficar em dia com a minha caderneta de vacinação. Ao chegar, nada de painel eletrônico, ou maquininha para apertar algum botão e assim sair a senha. De um modo “pré-histórico”, é no pequeno papelão plastificado, com um furo no canto, que está o número de chamada. O meu era o 10.

Rodeado por crianças que iriam passar pelo médico, os minutos foram passando, aquelas crianças ficando irritada e eu ali esperando, esperando, esperando e me irritando também. As crianças resmungavam, choravam, sentava no chão, batia o pé, demonstrando assim sua irritação, e eu não podia fazer nada disso. Também irritado com a demora, eu ficava apenas ali, sentado, esperando meu número ser chamado.

Depois de quase 40 minutos e nada de meu número ser anunciado, fui até a recepção perguntar se demoraria mais, pois a minha paciência já tinha ido embora, e era isso que eu também queria fazer, ir embora.

Depois de mais alguns minutos uma voz ardida diz “vacina 10”... era a minha vez.

Entrei na sala, minha caderneta foi atualizada e “primeiro o braço direito”. Senti a agulha entrando pela carne de trás do braço. “Agora será no músculo do braço esquerdo”. Esta doeu... e como doeu...

Depois de ter adiado por meses e meses a minha ida ao posto de saúde, finalmente agora estou em dia com minhas obrigações da saúde. Mas a partir deste dia, quando se falar em vacina, logo irei associá-la a 'Demora', pela loga espera no posto, e a 'Dor', que foi o que senti por dias e dias. Os meus dois dês da vacina.

O pior é voltar pra casa, após a demora, com dor, e já tendo outro encontro marcado com os dês da vacina. Mas ainda bem que é só daqui a 10 anos.

Abraços!

Ih, Falei!

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