16 de mai de 2012

Homenagem para minha gordinha

por Fabi Prado

“Um cachorro não liga pra carrões, casas enormes ou roupas de marca. Um graveto está bom pra ele. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, esperto ou idiota, inteligente ou burro. Dê a ele o seu coração e ele lhe dará o dele. De quantas pessoas você pode dizer isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro, especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?”
(John Grogan, autor do best seller “Marley e eu”)


Minha gordinha, hoje faz exatamente um ano que você me deixou e me pergunto até hoje porque os cães não são eternos?

Até hoje a distância de você me machuca como machucou desde o momento que eu soube que você tinha ido embora e me deixado aqui sozinha, carente do seu amor, do seu carinho, da sua presença especial em minha vida.

Foi lá num janeiro distante (de 1994) que você nasceu. Lembro que quando eu soube que a sua mãe já tinha dado cria, fiquei louca. Eu queria muito uma vira-latinha bege e branca e eis que veio você, pra encher os meus dias de alegria, companheirismo e vida.

Você era rabugenta e desde filhote foi assim. Você se impunha como ninguém, sempre desconfiada, mas muito amorosa. Adorava um cantinho no tapete da sala de estar, adorava um cantinho no tapete dos quartos, adorava um cantinho embaixo da mesa da edícula... Você que se encaixava tão bem em qualquer canto da casa, você que nos fazia rir com suas caras, bocas e línguas, orelhas, jeitão desengonçado... Você era especial, desde o início eu sabia disso.

Ah, como eu sinto a sua falta. Não tem um só dia que eu não me lembre de você, não tem um só dia que a sua falta não me machuque, mas eu sei que foi melhor assim. Você já estava bem debilitada, bem doente e sofria bastante, eu tinha convicção que pra você, naquele momento, não havia o que ser feito. A morte era pra você, minha gordinha, a única solução porque infelizmente ainda não inventaram a eternidade nem para humanos e nem para caninos. E assim você se foi, mas você se foi livre, solta, você foi muito amada e respeitada e isso te fez livre pra deixar essa vida e partir para a eternidade em plenitude.

O que me consola um pouco é saber que Papai do Céu deixou você comigo 17 longos anos, anos de amizade, de carinho, de amor e de respeito. Anos que eu aprendi com você, um cão, coisas que ser humano nenhum na face da terra jamais seria capaz de ensinar.

Aprendi a valorizar uma verdadeira amizade, ainda que haja desentendimentos.

Aprendi a amar quem lhe trata bem e quem não lhe trata tão bem assim.

Aprendi que carinho se conquista com o tempo.

Aprendi que a vida é agora, o amor acontece agora.

Aprendi que cumplicidade e fidelidade não se compram, e nem se vende, se aprende.

Aprendi que você pode estar na pior, que o mundo inteiro pode lhe virar as costas, mas o seu cão, esse jamais o abandonará.

Tranquilamente afirmo que muito do que eu sou hoje aprendi com você, minha gordinha, você que foi minha companheira e minha amiga, minha cachorrinha linda, a mais linda, a mais chata e também a mais espetacular.

Jamais haverá no mundo outra Verona em minha vida. Jamais.

Ainda que eu venha a ter outro cão e terei, isso é certo, não será como você.

Você era única, incomparável, sublime.

Nenhum outro cão me olhará com seus olhos, me amará com a sua ternura e me fará companhia da forma majestosa que só você sabia ter.

Eu espero que eu tenha sido uma boa dona pra você. Espero de coração que você tenha tido orgulho de mim. O que eu pude fazer por você, eu fiz. Eu te amei, te respeitei, te dei carinho, te dei bronca quando foi preciso, te agradei na maior parte do tempo, te recolhi nas noites frias, te refresquei nas noites quentes, enchi você de comida gostosa, e no final, eu lutei pela sua vida até onde foi possível, mas a hora que não deu mais, dolorosamente eu deixei que você partisse porque a sua dor eu já não suportava e eu não queria mais vê-la sofrer, eu não tinha mais de onde tirar forças pra ver o seu calvário. E você não merecia mais aquele sofrimento, por isso te deixei partir.

Agradeço por tudo o que você fez por mim e agradeço a Deus por ter tido você ao meu lado tantos anos. Anos inesquecíveis e os mais lindos da minha vida até hoje.

Esteja com Deus minha gordinha e me espera ai porque um dia nós vamos nos encontrar e eu quero você linda como sempre, correndo ao meu encontro com o toquinho do rabo abanando como você fazia nos seus auros tempos de saúde impecável.

E ó Papai do Céu, cuida dela ai pra mim tá, enquanto eu ainda estiver por aqui.

Te amo pra sempre. Muita saudade...

De sua imperfeita dona Fabiane.

Amigos, entre lágrimas, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

Ih, Falei!

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