4 de abr de 2012

Uma escolha consciente

por Fabi Prado


Outro dia me peguei pensando em ter um novo cão. A morte da minha “gordinha” em maio passado me traumatizou totalmente. Além de ela ter partido relativamente rápido e sem dar aviso (apesar de sabermos que ela estava bem velhinha e debilitada), a morte dela acabou criando em mim certo receio de ter outro cão.

Mas como tudo passa, meu receio está passando devagar e eu sinto que logo estarei em busca de um novo cão.

Cachorro pra mim tem que ter essência, tem que ser companheiro, tem que ter afinidade. Não é a gente que o escolhe, é ele que nos escolhe.

E é por isso que sou contra comprar um cão, seja ele qual for. Comprar não é escolher, é comércio. É dar dinheiro para alguém que faz da reprodução canina o seu sustento, que faz de venda de filhotes o seu ganha-pão ou que simplesmente usa isso pra complementar sua renda.

Pensei inicialmente em adotar um cão, em ir até a casa de alguém que está doando filhotes ou ao Centro de Zoonoses e deixar que algum cão me escolha, deixar que algum peludinho olhe pra mim e veja em mim alguém que está a altura de ser seu dono, deixar que um cão me adote. Poxa vida, tanto cão abandonado precisando de amor, carinho, respeito ai de graça, esperando pra ter um lar e eu comprar um cão! Tem cabimento?

No entanto, provavelmente, levando em conta o custo-benefício, iremos morar inicialmente em apartamento e isso dificulta um pouco manter a minha linha de pensamento porque em apartamento não é qualquer cão que se adapta, não é qualquer cão que vive bem e um vira-lata, justamente por reunir temperamento, qualidades e defeitos de várias raças, pode não ser o cão ideal pra nós nesse momento.

Tem coisa mais chata que o seu vizinho de cima sair para trabalhar, ele e a esposa, e o cãozinho “legal” dele ficar latindo o dia todo porque não gosta de ficar sozinho? Pior ainda, já pensou você chegar do trabalho cansado, abrir a porta do seu apartamento e deparar-se com o seu sofá destruído por um cachorro insatisfeito com o pouco espaço que tem?

Cabe ao cão nos escolher e cabe a nós sermos escolhidos por ele, ensinarmos ele, educarmos ele, condicionarmos ele. No entanto, em certos casos, não resolve irmos contra a natureza porque a natureza costuma falar mais alto. Por isso é preciso de responsabilidade na hora que optamos por ter um cão em casa porque a natureza dele jamais será alterada. Pode até ser acalmada, mas mudada não.

Diante do exposto, acredito que teremos mesmo que comprar um cão próprio para apartamento, mesmo contrariados ou vamos optar pela espera até comprarmos uma casa porque ai morando em uma casa, tudo é mais fácil.

Qualquer cão se adapta facilmente a um belo quintal, seja de raça, seja vira-lata, essa é a verdade. No nosso caso, com espaço reduzido, se vier agora, nosso futuro mascote terá que ser escolhido por nós e não nós por ele.

Espero que a futura parceria dê bons resultados.

Volto a falar a respeito do meu novo amiguinho em breve. Aguardem.

Amigos, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

Ih, Falei!

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