14 de mar de 2012

Atitudes extremas

por Fabi Prado


Outro dia vi uma reportagem na tevê dizendo que, nos Estados Unidos, um pai cansado dos excessos da filha diante do uso da internet teve uma atitude extrema de pegar o notebook dela e descarregar a sua arma nele. O “pobrezinho” do notebook levou vários tiros, nem sei quantos... O vídeo com essa atitude foi fortemente disseminado em toda a internet na semana que passou.

“Atitude extrema” foi o termo usado por uma psicóloga que foi entrevistada durante a reportagem sobre tal fato, complementando que é algo negativo, que o pai deveria ter conversado ao invés de ter tido essa atitude e tal.

Sinceramente, não sei se sou muito contundente em minhas opiniões, mas não vejo como uma atitude tão negativa assim.

Tem gente que não entende quando alguém “fala manso”; tem gente que não respeita gente “boazinha”, “calminha”; tem gente que não respeita gente que dialoga; tem gente que não respeita gente que quer resolver as coisas na base da “paz e amor”.

Vejam vocês: hoje em dia praticamente todas as empresas privadas têm suas internets travadas para que os funcionários não entrem em sites não permitidos. É uma atitude extrema que poderia ser resolvida com uma boa conversa ou com uma promessa de advertência, mas não. É preciso trancar tudo para as pessoas respeitarem e nesse caso respeitam porque não há o que possa ser feito, está tudo travado mesmo...

E por isso repito, tem horas que o diálogo não resolve, que a calma não funciona e que ser paciente não ajuda em nada. Só uma atitude extrema resolve.

E acho até que somos pouco extremistas. Oxalá fossemos mais reativos, mais “esquentados”, mais ostensivos. Quem sabe se tivéssemos uma atitude extrema de, numa eleição presidencial, votarmos todos em branco ou de irmos até Brasília, milhões de nós, protestar, fazer carreata, passeata contra a corrupção, contra as mazelas a nós oferecidas pelos políticos ou se exigíssemos de forma enfática e com atitudes extremas mais policiais nas ruas para garantir a nossa segurança ou um judiciário com leis mais severas, será que não estaríamos melhor do que na atual situação? Será que não é válido eventualmente sermos tomados de extremismo?

A reportagem findou-se dizendo que após tal atitude, pai e filha já se entenderam, ou seja, após muito diálogo sem retorno, precisou o pai ter uma atitude agressiva e extremista para a filha “entender” que passava dos limites no uso da internet e começar a maneirar. Garanto a todos vocês que essa adolescente jamais passará dos limites novamente e que ficará muito mais atenta a alguma ordem seja do pai, seja de quem for.

Não estou aqui defendendo atitudes extremas sempre, toda vida, até porque em algumas situações elas não são positivas mesmo (Sabe aquela velha frase “Violência gera violência”. Pois é, nessas horas atitudes extremas não são bem vindas.), mas de vez em quando é bom exigirmos respeito de uma maneira mais arrojada. Tem horas que é bom a gente mostrar que está vivo. Atitudes extremas, quando não são covardes condicionam, mostram e ensinam às pessoas qual o valor e a verdadeira importância do respeito.

Num mundo onde o respeito tem sido cada vez mais esquecido, uma atitude extrema pode fazer toda a diferença. Não deveria ser assim, mas é, infelizmente.

Amigos, findo-me por aqui. Aquele abraço e até a semana que vem, se Deus quiser.

Ih, Falei!

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